PM CRIA EFETIVO PARA PROTESTOS

Novidade foi anunciada em evento sobre a Paulista

O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2013 | 02h08

A Polícia Militar criou um efetivo específico para lidar com manifestações. O grupo é formado por 120 policiais escolhidos a dedo. Eles foram captados dos 31 batalhões existentes na capital e, desde outubro, recebem treinamento para atuar com diversos tipos de protestos - os liderados por blacks blocs ou os de movimentos de moradia, hoje os mais atuantes em São Paulo.

A novidade foi apresentada ontem pelo comandante-geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira, durante o Fórum Pensar Paulista, evento organizado pela Associação Paulista Viva, com apoio do Estado. Realizado nos últimos dois dias, o fórum teve transmissão ao vivo pela TV Estadão.

Segundo Meira, o novo efetivo tem a missão de "vigiar" os protestos, de preferência sem o uso de armas. A nova equipe é formada por policiais jovens, fortes e com conhecimento em artes marciais. A PM convocou homens com mais de 1,80 m de altura. O programa de capacitação inclui estudo dos protestos ocorridos ao longo do ano - segundo a polícia, mais de 400 manifestações foram registradas desde janeiro. A Avenida Paulista continua como o principal destino ou ponto de encontro de manifestantes.

A falta de uma regulamentação objetiva, que defina quais atos são legítimos e autorizados, é o principal argumento para a criação do efetivo, que tem caráter emergencial. O comando da PM defende que se aprove uma lei para regulamentar o uso de vias públicas para protestos.

Presente no evento, o promotor de Justiça José Carlos de Freitas ressaltou que atualmente um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) limita em três a quantidade de eventos de grande porte na via.

Mobilidade. Secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto citou a importância do corredor da Paulista para a mobilidade da capital e reafirmou que continuará a dar prioridade aos ônibus. A via recebe cerca de 153 coletivos por hora. São 24 linhas e 15 paradas, que somam 256 mil pessoas por dia. Tatto comentou ainda que estuda instalar uma ciclovia na Paulista - hoje, há só a ciclofaixa, que funciona nos domingos e feriados.

Buscar a fórmula ideal para viabilizar ações que proporcionem lazer, cultura, segurança e direitos na Paulista é um desafio constante, segundo o presidente da Associação Paulista Viva, Antonio Carlos Franchini. "A avenida é cenário e protagonista da cidade. Nossa entidade tem o objetivo de buscar melhorias que sirvam não só para os 5 mil moradores da via, mas para a cidade." /A.F. e B.P.M.

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