PM aumenta efetivo do Choque na Arena Corinthians

Tropa será mais do que dobrada dentro do estádio; comandante-geral teme brigas durante jogo decisivo para Argentina após derrota do Brasil

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

09 Julho 2014 | 11h34

SÃO PAULO - O temor de brigas entre torcedores brasileiros e argentinos vai fazer com que a Polícia Militar mais do que dobre a presença de homens do Batalhão de Choque, nesta quarta-feira, 9, na Arena Corinthians, em Itaquera. O estádio será palco da semi-final entre Argentina e Holanda. Segundo o coronel Benedito Roberto Meira, comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, 200 homens do batalhão estarão nos túneis da arena. Nos últimos jogos foram 80 policiais. "Considerando que hoje é um jogo importante para a Argentina, e também levando em consideração o resultado do jogo de ontem da nossa equipe, vamos adotar uma estratégia diferente", disse Meira, durante uma coletiva após o o desfile de 9 de Julho na Academia de Polícia Militar do Barro Branco . 

"Também temos outra tropa de 300 policiais militares que vão ficar do lado de fora do estádio", afirmou. O coronel disse que a Polícia Militar não irá aguardar pedidos formais da Fifa para tomar para atuar na arena. "Nós entendemos que se houver uma iminência de quebra da ordem pública, a PM não pode se omitir e sim agir. Estou no meu país e qualquer quebra da ordem, onde for, o local que for, a polícia tem que entrar, vai entrar e tem que intervir", disse o coronel. 

Meira afirmou que durante a Copa do Mundo conversou com comandantes-gerais de outros Estados que receberam jogos da Argentina. Além disso, segundo ele, a PM também adotou a precaução após torcedores argentinos quebrarem assentos da Arena Corinthians durante a partida das oitavas de final contra a Suíça, no último dia 1º. O coronel também disse que a irá "dedicar uma atenção especial" aos argentinos que pretendem permanecer em São Paulo caso a Argentina vença o jogo de hoje. "Tínhamos informações da própria polícia Argentina sobre torcedores que pretendiam vir para o nosso país e pratir vandalismo." 

Rivalidade. A rivalidade com o futebol argentino e o vexame de ontem foram os principais motivos para o reforço na segurança em Itaquera. "Nós como brasileiros sabemos o quanto temos o 'apreço' pelos argentinos falando de futebol, então, é algo que temos que levar em consideração. E em um momento como esse, após sofrer um vexame em pleno Mineirão, é um momento muito propício para os argentinos nos provocarem", explicou o coronel Meira. Além da reação dos torcedores da Argentina, o comandante também espera que brasileiros respondam as provocações de forma agressiva.

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