PM aposentado morre durante assalto

Sobe para 102 o número de policiais executados no Estado; noite termina com mais três homicídios na capital e na Grande São Paulo

O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2012 | 02h02

Quatro pessoas foram assassinadas entre a noite de anteontem e a manhã de ontem em São Paulo. Entre as vítimas estava um policial militar reformado, que se tornou o 102.º integrante da corporação morto a tiros neste ano, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP).

O PM reformado Dorival Lemos, de 78 anos, morreu por volta das 3 horas de ontem perto do Conjunto Habitacional Teotônio Vilela, na Avenida Vilanova Artigas, em Sapopemba, na zona leste. Segundo testemunhas, ele foi baleado depois de reagir a um assalto.

Depoimentos informaram que ele havia dado carona a duas mulheres que pretendiam se cadastrar para receber o benefício do Bolsa Família.

Quando eles chegaram para aguardar na fila do cadastro, dois homens armados abordaram o grupo e mandaram que as vítimas se sentassem. Testemunhas contam que, nesse momento, perceberam Dorival tentando pegar a arma que tinha na perna. Os ladrões perceberam e dispararam contra o policial.

Depois, levaram a arma e dois celulares do grupo. O policial ainda foi levado ao Hospital de Sapopemba, mas não resistiu e morreu no local. O caso foi registrado no 69.º Distrito Policial como roubo seguido de morte.

Segundo balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública, das 102 mortes ocorridas neste ano, 80 casos vitimaram PMs na ativa e 22, aposentados. Apenas 3 morreram em serviço e 77 em folga.

A secretaria afirma que 39 homicídios de policiais ativos foram execuções. Entre os casos de policiais inativos mortos neste ano, há 14 sendo investigados por suspeitas de execução. Outras 36 ocorrências, segundo a SSP-SP, foram reações de policiais a roubos, como o caso ocorrido ontem em Sapopemba.

Além da morte do policial, na noite de terça um jovem de 22 anos morreu baleado na frente de uma pizzaria na região da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Fabrício Kretlen tinha dois empregos. Durante o dia, trabalhava em uma empresa de telefonia em Jundiaí, no interior paulista. À noite, ele trabalhava na pizzaria da família.

Ainda na noite de terça, uma pessoa morreu e outra ficou ferida depois de serem baleadas no bairro de Parque dos Camargos, em Barueri, na região metropolitana. Homens em uma moto passaram nas proximidades da Avenida Zélia com a Rua Cristiane, atirando diversas vezes. Na Rua Jácome Teles de Menezes, região de Ermelino Matarazzo, zona leste da capital, homens atiraram de dentro de um veículo contra a vítima, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

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