PM aposentado é morto durante assalto no litoral

Orival dos Santos, de 53 anos, fazia segurança de uma casa quando foi baleado e se tornou o 104º policial militar assassinado neste ano no Estado

KÁTIA LOCATELLI , ESPECIAL PARA O ESTADO , SANTOS, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2012 | 02h04

Dois bandidos ainda não identificados mataram mais um policial militar no Estado de São Paulo. Desta vez, a vítima foi o sargento reformado da PM Orival Silva dos Santos, de 53 anos. O crime aconteceu na tarde de terça-feira em São Vicente. O agente aposentado atuava como segurança de uma casa da Rua Santa Cruz, no Parque Bitaru. É o 104.º caso de PM assassinado no Estado neste ano.

As grades, a cerca elétrica e as câmeras do imóvel não conseguiram inibir a ação dos criminosos. Depois de sofrer uma tentativa de roubo, os donos do imóvel no Parque Bitaru decidiram contratar um segurança. O sargento reformado fazia seu trabalho quando foi abordado pelos assaltantes, que desceram de um veículo.

Um deles o abordou e retirou sua arma. Depois o PM foi levado para dentro da residência, onde ocorreram os disparos. Segundo a polícia, de cinco a seis tiros atingiram Orivaldo. Antes da fuga, os bandidos também roubaram o celular do policial.

O delegado Luiz Fernando Salvador, do 1.º DP de São Vicente, não soube precisar se a vítima reagiu ou foi sumariamente executada. Levanta, entretanto, a hipótese de roubo, uma vez que os disparos aconteceram dentro da residência. Caso fosse uma simples execução, os tiros poderiam ter sido disparados logo na abordagem.

Orivaldo tinha 53 anos e há três havia deixado a corporação. Durante a carreira como policial militar, recebeu cinco condecorações - a última pouco antes de se aposentar, segundo seu cunhado Roberto Justo.

A família lembrou a participação dele em trabalhos sociais. Era muito querido. Trabalhou muitos anos na base comunitária do Campo Grande, em Santos. Fazia parte do grupo de profissionais que organizavam o Natal das pessoas carentes.

"A gente pensa que nunca vai acontecer na nossa família. E infelizmente acontece. Estamos à mercê dos bandidos. A gente fica morrendo de medo disso acontecer. E agora é uma dor tão grande que a gente não sabe nem explicar. É muito ruim a sensação de que não vamos poder ter nosso tio na ceia deste ano", lamentou Natália de Paulo, sobrinha do policial. A polícia não tem pista dos bandidos.

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