PM adia instalação de base móvel dentro da Cidade Universitária

Comando da corporação diz que intenção ainda é montar unidade até o fim da semana, mas não deu prazo. Alunos protestam

TIAGO DANTAS, O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2011 | 03h04

A instalação de uma base móvel da Polícia Militar dentro do câmpus da Universidade de São Paulo (USP) foi adiada. O equipamento deveria ter sido inaugurado ontem, dia em que estudantes fizeram mais um protesto contra a presença dos policiais na Cidade Universitária.

O Comando da PM informou que a intenção ainda é instalar a base até o fim desta semana. O adiamento teria sido necessário para concluir estudos e o treinamento dos policiais.

Além de pedir a saída da polícia, os estudantes também querem que o reitor, João Grandino Rodas, deixe o cargo. Alunos esperavam participar de uma audiência com o reitor às 18h de ontem. No início da tarde, porém, um comunicado no site da Reitoria avisava que Rodas não iria ao encontro e sugeria que fosse marcada uma reunião entre alunos e o Conselho Gestor.

Estudantes afirmaram ter encaminhado o convite ao reitor na noite anterior, no feriado. Uma assembleia estudantil está marcada para as 18 horas de hoje no prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). O movimento também deve discutir o apoio na universidade à greve decretada no dia 8, após a ação da PM para retirar 73 estudantes que ocupavam a Reitoria. Ontem, pelo menos 11 cursos apoiavam a greve.

Gritando frases como "Rodas não nos representa" e "Não à repressão. Fora PM", pelo menos 200 universitários se reuniram na frente do prédio da Reitoria, por volta das 16h. Uma hora depois, o mesmo grupo saiu em caminhada pelo câmpus até a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).

Ainda durante a passeata, manifestantes provocaram alunos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), que não aderiram à greve, gritando: "Ah, que vergonha, achar que a greve é só por causa da maconha". No caminho, o protesto encontrou resistência de quem estava nos pontos de ônibus. "Trabalhei o dia inteiro e tenho de esperar esses caras para o ônibus passar", dizia a auxiliar administrativa Irene Souza, de 43 anos.

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