Valéria Gonçalvez/AE
Valéria Gonçalvez/AE

Playcenter fecha neste domingo após 39 anos e 60 milhões de visitas

Parque mais famoso da cidade promete reabrir daqui a um ano com perfil infantil

Adriana Ferraz e Edison Veiga,

28 Julho 2012 | 21h03

Depois de 39 anos, o parque de diversões mais famoso de São Paulo encerra neste domingo uma etapa de altos e baixos, com balanço positivo. Às 19 horas, o Playcenter fecha os portões, prometendo reabri-los daqui a um ano, com perfil infantil, voltado à família.

Saem de cena atrações radicais que marcaram gerações, como Boomerang, Monga, Double Schock, Kamikaze e a Barca Viking. Entram brinquedos caracterizados por personagens de desenhos animados. Especula-se que o Parque da Mônica possa ocupar parte do espaço, em uma futura parceria com o empresário Mauricio de Sousa.

O novo conceito prevê ofertar serviços e atrações que possibilitem interação entre pais e filhos. O projeto prevê brinquedos nos quais os pais estejam incluídos, dentro de um ambiente único e mais seguro. O modelo segue a linha adotada por parques internacionais, como Legoland e Nickelodeon.

Para mudar a cara do Playcenter, serão investidos R$ 40 milhões. Uma reforma deve mudar o visual da Marginal do Tietê, na altura da Ponte da Casa Verde, zona norte da capital, onde o parque foi instalado em 1973. De lá para cá, cerca de 60 milhões de visitantes se divertiram nas dezenas de atrações promovidas pelo parque que chegou a ocupar uma área de mais de 85 mil m².

No auge, o movimento chegou à capacidade máxima, de 15 mil pessoas por dia - hoje, segundo a direção, a média é de 9 mil. Entre o início e o fim, porém, houve intensa variação de público. Em 2003, na pior crise, o Playcenter chegou a receber apenas 30 visitantes em um dia. No novo parque, a capacidade será reduzida para 4,5 mil.

Nos anos 2000, além da queda no número de frequentadores, o parque passou a ter dificuldade de se equilibrar entre o alto preço dos quase 20 contratos de locação do terreno e a repercussão negativa de acidentes. Em 2004, houve atrasos de aluguel e funcionários foram demitidos. O parque chegou a devolver 12% de sua área.

Após o fechamento, o espaço do parque vai diminuir. Há pelo menos três grandes interessados nos cerca de 25 mil m² que ficarão ociosos e devem valer mais de R$ 110 milhões. Na lista de projetos para o local estão um conjunto de prédios residenciais de alto padrão, um condomínio comercial e um shopping para público de classe média.

Terror

Uma das mais famosas atrações do Playcenter, As Noites do Terror foram criadas em 1988. Com artistas vestidos como monstros e brincadeiras assustadoras, ocorria sempre em agosto, ganhou fã-clube e chegou a receber cerca de 500 mil pessoas por ano. Por causa do fechamento do parque, a última temporada foi antecipada. Começou no fim de abril e terminou na semana passada. 

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