Planos pré-pagos deverão se popularizar

A abertura do mercado de pedágio eletrônico, realizada no ano passado pelo governo do Estado, trouxe mudanças para o serviço, como a possibilidade de planos pré-pagos pelos motoristas. A avaliação do governo e de especialistas do setor é de que a área sofra transformações, assim como ocorreu com a telefonia celular, que, no início, oferecia somente contas pós-pagas.

O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2012 | 03h06

Em maio, a estimativa da DBTrans, empresa que tenta entrar no mercado paulista, era a de que, até o fim do ano que vem, cerca de um milhão de novos consumidores migrem para o pedágio eletrônico em São Paulo, a maioria por meio dos planos pré-pagos. Isso porque o modelo em operação até este ano funcionava exclusivamente com mensalidades, pouco atraente para quem não utiliza as estradas com muita frequência.

Parcela significativa dos que devem optar pelos pacotes pré-pagos é dos motoristas que viajam apenas em certas datas comemorativas, como carnaval e réveillon. Atualmente, boa parte dos cerca de 2,5 milhões de veículos que têm o Sem Parar é dirigida pelo que a Secretaria de Estado de Logística e Transportes chama de "heavy user", ou seja, quem precisa passar diariamente por uma rodovia para ir e voltar do trabalho, por exemplo.

As alterações começaram a ser colocadas em prática em junho, quando o Sem Parar reduziu tarifas e lançou a modalidade pré-paga. Para a gestão Geraldo Alckmin (PSDB), isso já é um reflexo da entrada da nova operadora de pagamento eletrônico de pedágio em São Paulo.

Antes da concorrência, os motoristas tinham de pagar R$ 66,72 de taxa de adesão, que deixou de existir, com exceção do plano clássico. Outras empresas já teriam demonstrado interesse em operar este tipo de serviço no Estado de São Paulo, mas o governo paulista não informou quais são elas. / C.V.

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