Plano para grandes eventos terá restrição de voo em raio de 7 km

O governo federal divulgou ontem o plano para o setor aéreo que será colocado em prática durante a Copa das Confederações e que servirá de modelo para grandes eventos. A estratégia prevê o acréscimo de 1.723 servidores públicos para atuar nos aeroportos, plano de estacionamento extra de aeronaves, treinamento de profissionais e organização de fluxos de operações para recepção de passageiros, alfândega, segurança e tratamento de armas. O plano também vai restringir a um raio de mais de 7 quilômetros sobrevoo em região de estádio durante jogos.

LÍGIA FORMENTI / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2013 | 02h03

Ao anunciar as medidas, o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, admitiu que os preparativos serão importantes, mas dificuldades poderão surgir. "Vamos organizar os serviços nas condições que existem, para que problemas sejam em menor escala possível", disse Franco.

Ele reconheceu que obras de ampliação, como vagas em estacionamento de carros em alguns aeroportos, não ficarão prontas para o campeonato, previsto para ser realizado entre os dias 15 e 30 de junho nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio e Salvador. O plano, uma espécie de teste para a Copa do Mundo, também tem como objetivo atender ao aumento do movimento nos aeroportos previsto durante a Jornada Mundial da Juventude, em julho, no Rio.

Uma rede de 33 aeroportos será montada, com terminais de destino alternativos (usados, por exemplo, quando condições climáticas impedirem o pouso no local programado) e acessórios, destacados por sua importância estratégica. É o caso, por exemplo, do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, onde deverá ser realizada boa parte das conexões dos voos, cujo destino final serão as cidades-sede.

O plano prevê também preparativos de natureza elétrica. "Serão estratégias para garantir o fornecimento seguro", afirmou o ministro. No início de março, por exemplo, o Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, enfrentou 2h30 de apagão, levando a filas e atrasos de voos.

A coordenação das operações será feita pelo Centro de Comando e Controle Nacional, previsto para funcionar ininterruptamente de 12 de junho a 3 de julho. O grupo terá como tarefa acompanhar operações de pouso, decolagem, estacionamento de aeronaves e atendimento a passageiros. Na avaliação dos coordenadores do plano, o número de vagas para estacionamento de aeronaves é suficiente.

Segurança. A Polícia Federal será a área onde o reforço de funcionários será maior. O número de servidores que atualmente trabalham nos principais aeroportos do plano passará de 313 para 1.153. A equipe de operadores aeroportuários, que hoje é de 1.023 funcionários, receberá um reforço de outros 514.

Neste mês até maio, simulações serão feitas nos aeroportos envolvidos no evento. O primeiro está programado para o dia 22, em Belo Horizonte, quando chega a delegação do Chile para um amistoso com a Seleção Brasileira. A ideia é treinar a recepção de delegações e convidados vips.

O plano prevê regras de funcionamento do espaço aéreo. Uma hora antes e quatro horas depois do início das partidas, uma série de restrições para voos serão colocadas em prática. O plano prevê três áreas de exclusão. Na mais restrita, cerca de 7,4 km de raio do centro do estádio de futebol onde o jogo deverá ser realizado, somente serão permitidos voos de segurança pública, militares e ambulância. De acordo com a equipe que preparou o plano, as restrições não terão impacto nos voos comerciais.

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