Plano é abrir espaço para policiais jovens subirem na carreira

A mudança proposta pelo governo estadual em relação aos oficiais da Polícia Militar tem a intenção de mudar o perfil do comando, estimulando profissionais mais jovens e encerrando, compulsoriamente, a carreira de quem já não pretende ascender a outras patentes. A própria Secretaria de Segurança Pública reconhece que existe atualmente oficiais que apenas ocupam o cargo e impedem o surgimento de novas lideranças. "O tenente-coronel e o major que são desmotivados, que não buscam uma promoção, que sequer fazem um curso de especialização, porque ficam esperando até os 62 anos de idade, se forem preteridos em três promoções e tiverem os requisitos serão aposentados compulsoriamente", afirma o secretário Antonio Ferreira Pinto.

William Cardoso, O Estado de S.Paulo

15 Julho 2011 | 00h00

A análise do secretário é de que essas mudanças deverão refletir no ânimo dos mais jovens. "Isso vai arejar mais, vai fazer com que um tenente ou um capitão possa aspirar ao posto de tenente-coronel. Ele vai se motivar, estudar, se preparar, se qualificar, porque sabe que poderá chegar a coronel, por exemplo."

A intenção é influenciar diretamente o ânimo da corporação. "Vamos acabar com esse marasmo que existe nesses escalões de tenentes-coronéis e majores que são absolutamente desmotivados e acabam transmitindo essa forma de agir para a sua tropa."

Entre os PMs, os coronéis que não querem se especializar e fazer cursos são chamados, pejorativamente, de a "turma de 62" (aqueles que deixam a corporação com 62 anos, a idade limite). "Hoje temos majores que chegam a este posto com apenas 30 anos de serviço. É algo desestimulante e injusto."

A mudança nos planos de carreira afeta também a Polícia Civil. "Todo mundo que entra na profissão tem a perspectiva de comandar a instituição um dia. Com essa mudança, haverá promoção automática, tornando a carreira muito mais dinâmica", afirma o delegado geral Marcos Carneiro.

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