Plano diretor de transportes está engavetado

A capital paulista não tem um plano diretor de mobilidade urbana que norteie o crescimento da metrópole, diz Maurício Broinizi, coordenador executivo do Movimento Nossa São Paulo.

, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2010 | 00h00

"Há um plano de 2004 protocolado na Câmara, que depois sumiu do mapa. Ninguém sabe agora para onde a cidade está sendo planejada. Falava-se em corredores de ônibus para melhorar o transporte público. Depois a moda virou metrô e em seguida monotrilho. Hoje ninguém sabe qual é a prioridade."

Especialistas em transporte defendem a necessidade do plano. Só assim seria obtido um impacto de médio prazo; tanto na poluição como na qualidade de transporte público. A Prefeitura lançou vários planos de transporte e pouco foi implementado.

A cada quilômetro de metrô a ser construído ou reformado até a Copa de 2014, 2.780 novos carros estarão nas ruas. O governo estadual planeja chegar antes do início do mundial com 420 quilômetros de linhas metroferroviárias, um investimento de R$ 23 bilhões que inclui ações na Baixada Santista e em Campinas.

Enquanto isso, a frota cresce. O primeiro semestre deste ano teve recorde de vendas automotivas: 1.579.712 automóveis e caminhões, alta de 9% ante o mesmo período de 2009. No mês passado foram 262.775 novos veículos nas ruas. / E.R.

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