Plano de velocidade alta garante futuro da estrada

Análise: Flamínio Fichmann

É CONSULTOR DE TRANSPORTES, O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2011 | 03h00

Há 22 anos, fiz um estudo defendendo a duplicação da Rodovia dos Tamoios no lugar da construção da Rodovia do Sol (projeto que não foi levado adiante pelo governo do Estado), que também faria uma ligação do planalto com o litoral sul, incluindo a Baixada Santista. Trata-se da melhor alternativa para o transporte de cargas sem causar grandes impactos ambientais.

É correto se pensar em uma rodovia de padrão de velocidade mais alto. Pelo menos na fase de planejamento da duplicação. Depois, em pontos específicos, podem ser criadas algumas alternativas para a redução da velocidade, se for necessário. Caso contrário, o projeto poderia comprometer o futuro da rodovia.

Se ela fosse pensada para ter a velocidade de 80 km/h, por exemplo, e fosse identificada posteriormente a necessidade de redução, as margens de manobra seriam menores, para 60 km/h ou menos. É bom pensar antes nessas expectativas de redução de limites, para evitar problemas futuros. A composição, a distância necessária para a frenagem, a visibilidade, são fatores que mudam muito de carros para caminhões, que dividem a pista.

Uma coisa que é muito importante é um acesso direto da rodovia ao porto. E a rodovia precisa ser complementada com uma ligação entre as praias do litoral norte. Quando se joga todo o tráfego de passagem em áreas de tráfego local, em geral, a mistura não dá certo. A Tamoios precisa de uma saída direta para o norte e de outra para o sul, sem passar pelo trecho urbano da cidade de Caraguatatuba.

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