Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Plano de contingência está pronto e não prevê rodízio, diz Alckmin

O governador voltou a descartar decretar rodízio oficial em São Paulo, mesmo após DAEE reconhecer gravidade da crise hídrica

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 13h09

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira, 20, que o plano de contingência da crise hídrica está pronto e não prevê a possibilidade de rodízio para o Estado. Uma portaria do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), publicada há dois dias, reconheceu oficialmente, pela primeira vez, que a situação hídrica na Grande São Paulo é crítica.

O plano de contingência tem sido cobrado por especialistas e organizações não-governamentais (ONGs) desde o início da crise hídrica, em 2014. Nele, os gestores dos recursos hídricos definem diferentes cenários de criticidade e quais medidas tomar em cada uma. O objetivo do plano é evitar que decisões políticas se sobreponham às recomendações técnicas.

Ao confirmar que o plano estava pronto, Alckmin foi questionado se há previsão de rodízio no documento. "Não, o plano de contingência analisa várias hipóteses. Mas deixa o secretário (de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga) apresentá-lo", disse o governador.

Alckmin também voltou a dizer que descarta a possibilidade de rodízio oficial, mesmo após o DAEE reconhecer a gravidade da crise. "A portaria do DAEE não é para decretar nenhum desabastecimento. Ao contrário, é para evitar o desabastecimento. Porque, com isso, nós podemos acelerar ainda mais obras, autorizações ambientais, toda parte legal, exatamente para garantir o abastecimento", afirmou.

O governador voltou, ainda, a citar a falta de chuva nas regiões do mananciais, mas disse estar preparado para enfrentar o período seco. "No mês de agosto, até o dia 20, a média é de 38 milímetros de pluviometria, mas está em 0,8 mm. Ou seja não choveu nada, nada, nada", disse. "Mas nós estamos garantidos, porque temos reservas e porque, em setembro, vamos ter 4 m³/s a mais do Rio Grande para o Alto Tietê."

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