Planalto teme que paralisação na Bahia se espalhe pelo País

Bastidores: João Domingos e

O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2012 | 03h03

Tânia Monteiro

O governo está preocupado com a greve na Bahia, pois teme a contaminação de outros Estados pelo efeito dominó do movimento. Tanto é que a presidente Dilma Rousseff informou ao governador Jaques Wagner (PT) que, se ele precisar, terá reforços das tropas do Exército, da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança (FNS), enviadas à Bahia para conter o movimento grevista da PM.

Também é grande a preocupação do Palácio do Planalto quanto a um conflito entre as várias forças. Nos comandos militares, a impressão é de que os PMs já sabem que o movimento não deu certo e perderam a guerra da comunicação, visto que começaram a ser identificados com baderneiros, alguns suspeitos de estarem envolvidos nos atos de violência e de saques. Mas vão buscar uma saída honrosa, uma tentativa de evitar que sejam enquadrados no Código Penal.

No governo há também uma preocupação com a possibilidade de que políticos comecem a levar aos quartéis das PMs Brasil afora pregação a favor da votação da PEC 300. Tanto é que o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), apressou-se ontem a dizer que a greve na Bahia não tem nada a ver com a emenda. "É preciso entender que a melhoria da segurança pública está muito além de uma questão salarial. Não dá para fazer greve de arma na mão."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.