Planalto mantém alerta na final da Copa

Mas governo prevê protestos 'esvaziados'; ministro diz que o vídeo de convocação dos atos é 'lixo' e procura 'surfar' na onda anti-PT

TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2014 | 02h02

O Palácio do Planalto manterá o reforço na segurança de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Rio amanhã, depois da final da Copa, apesar de dispor de informações indicando que as manifestações programadas por grupos na internet serão esvaziadas. A ordem é evitar violência e destruição de patrimônio. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, classificou como "lixo" o vídeo de convocação do Anonymus para atos, que serão "um redondo fracasso", em sua avaliação.

Carvalho, que já havia pedido "bom senso" e "cabeça fria" aos ativistas e à população após a derrota da seleção brasileira para a Alemanha, disse ontem ao Estado que os atos terão "a presença de poucos representantes desse tipo de juventude engomadinha". Para o ministro, trata-se de "convocação covarde e anônima, com bico grande e coragem pequena de assumir o que faz". Apenas no Rio estão previstas três manifestações para domingo - uma pela manhã com concentração na estação de metrô Afonso Pena e duas à tarde, na Praça Saens Peña.

Indignado com a forma como a convocação está sendo realizada, o ministro Gilberto acrescentou que o vídeo foi produzido por quem "não tem coragem de assinar o que faz, e, no seu anonimato, mostra, de novo, o oportunismo de conservadores, tentando surfar na onda das mobilizações para fazer uma campanha anti-PT".

Patrimônio. Segundo o governo, os Centros de Coordenação de Defesa de Área criados para atuar na segurança durante a Copa, estão compartilhando informações e acompanhando atentamente todo e qualquer dado sobre os protestos. No caso de Brasília, onde a manifestação está prevista para ser realizada na Praça dos Três Poderes, a ideia é reforçar o policiamento do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal (STF) e até mesmo do Congresso, para evitar qualquer possibilidade de destruição do patrimônio público, como houve no ano passado, quando o Itamaraty foi atingido e teve vidraças quebradas.

No caso do Palácio do Planalto, sempre que há manifestações, há reforço na segurança não só da Polícia Militar do DF, mas também da Polícia do Exército, além dos seguranças da Presidência. Na frente do Planalto, o Gabinete de Segurança Institucional mantém duas fileiras de grades, para impedir o avanço de manifestantes.

Indagado sobre o reforço de segurança, o GSI afirmou que "os eventos que possam comprometer a segurança da Copa têm sido acompanhados pelo Sistema Brasileiro de Inteligência e difundidos aos diferentes órgãos de segurança envolvidos". Não indica, no entanto, que tipo de ação adotará.

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