Pitta promete se apresentar à Justiça na segunda-feira

Ex-prefeito de SP acumulou dívida de R$ 100 mil por atraso em pagamentos e é considerado foragido

Alline Dauroiz, de O Estado de S. Paulo,

22 de novembro de 2008 | 16h52

O feriado da Consciência Negra é o argumento do ex-prefeito Celso Pitta para não ter sido encontrado em sua casa na sexta-feira, dia em que a polícia tentou cumprir a ordem de prisão pela dívida de cerca de R$ 100 mil - referente ao atraso de cinco meses no pagamento de pensão alimentícia a sua ex-mulher, Nicéa Camargo do Nascimento.   Veja também:Pitta não paga pensão e está foragido   "Não estou foragido. Fui procurado bem na véspera do feriado e, como boa parte da população, também viajei para fora da cidade", explica Pitta, que, no entanto, não quis revelar ao Estado onde estava no momento em que entrou em contato por telefone com a reportagem.   Irritado, o ex-prefeito disse que não concorda com o valor da pensão e já entrou com pedido na Justiça para revê-lo, já que está separado há cerca de dez anos de Nicéa e constituiu outra família.   Pitta garante ainda que retornará a São Paulo na segunda-feira e ficará à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento. "Discordo também de que Nicéa esteja passando por dificuldades, como diz o advogado dela", disse, referindo-se à declaração de Alexandre Slhessarenko de que a situação da ex-mulher é "periclitante", pois já perdeu um apartamento e tem "dificuldades básicas". "Recentemente, ela ganhou uma ação contra o senador Antônio Carlos Magalhães por danos morais e ataque à honra no valor de R$ 100 mil", contou o ex-prefeito, acrescentando que o pedido de prisão é muito mais de ordem política que familiar.   Na sexta, o advogado de Nicéa afirmou que ela "já perdeu um apartamento e tem dificuldades básicas. A ordem de prisão foi a única maneira encontrada para tentar fazer o ex-prefeito cumprir suas responsabilidades."   Este ano, em 8 de julho, o ex-prefeito foi preso durante a Operação Satiagraha da Polícia Federal. Pitta foi despertado por uma equipe em casa, no Jardim Paulista. Ainda de pijama, abriu a porta para os agentes, que puseram algemas em seus pulsos. A PF apurou que ele, chamado em escutas de "Jaboticaba", recebia semanalmente "altos valores" do megainvestidor Naji Nahas - um único repasse foi de R$ 70 mil. Pitta seria um dos integrantes de um suposto esquema de desvio de recursos públicos, corrupção, fraude no mercado de ações, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. var keywords = "";

Tudo o que sabemos sobre:
Celso Pitta

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.