Pista principal de Congonhas só opera sem chuva, diz Infraero

Depois de confusão com documento, a pista foi liberada para pousos e decolagens às 14h54

Felipe Maia, Agência Estado

27 de julho de 2007 | 16h13

Depois da confusão em torno da reabertura da pista principal do Aeroporto de Congonhas, a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) informou, nesta sexta-feira, 27, que a pista só irá operar em tempo seco, até que as obras de aplicação das ranhuras sejam concluídas.  Veja também: Lista de vítimas ds identificadas  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054  Segundo a estatal, a ordem é "choveu, parou". A recomendação, de caráter obrigatório, partiu do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Em caso de chuva, apenas a pista auxiliar poderá operar. As obras de "grooving" começaram a ser feitas na última terça-feira pela manhã e devem durar por até 45 dias. A partir desta sexta-feira, quando as operações da pista principal foram liberadas, a aplicação das ranhuras ocorrerá de madrugada. Confusão na reabertura A pista principal de Congonhas foi reaberta às 14h54 desta sexta-feira, 27, após a Agência Nacional de Avião Civil (Anac) emitir um documento autorizando a operação na pista. O primeiro vôo da nova pista, às 14h54, foi um avião da TAM com destino a Navegantes, em Santa Catarina.  Uma confusão se deu às 12h20, quando a pista principal do Aeroporto de Congonhas foi aberta logo após a vistoria feita pelo novo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Por volta das 12h20, um Airbus A319 da TAM e um ATR 40 da Pantanal operaram na pista principal. O Estadão apurou que autoridades ligadas à Infraero teriam liberado as operações na pista sem avisar a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que precisa pedir para a Aeronáutica emitir um comunicado - chamado Notam - para liberar as operações na pista principal. Segundo o Serviço Regional de Proteção ao Vôo, não há informações sobre a liberação do pouso do avião. Após as duas operações , um pouso e uma decolagem, o chefe da torre de controle teria questionado a inexistência do Notam e determinou o fechamento da pista novamente. Até o início da tarde desta sexta, a Anac não tinha sido avisada pela Infraero sobre a liberação da pista e não havia pedido à Aeronáutica a emissão de um novo comunicado. Apesar de o presidente da Empresa Brasileira de Infra Estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, ter prometido que a pista principal de Congonhas voltaria a funcionar ao meio dia desta sexta-feira, 27, as primeiras operações só foram retomadas às 12h20.  O primeiro pouso foi um Airbus A 319, da TAM que também veio de Porto Alegre e fez uma escala em Florianópolis. Ele pousou às 12h23, no sentido oposto ao que aconteceu o acidente. Segundo o comandante da aeronave, que não quis se identificar, o pouso foi tranqüilo e a decisão de que ele pousaria na pista principal foi da torre de controle. A primeira decolagem na pista foi feita por um ATR 40 da Pantanal. A Infraero teria liberado a pista apenas depois de o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, ter permanecido quase uma hora no aeroporto de Congonhas, vistoriando as obras de ranhuras na pista principal.  Com a retomada das operações da pista principal de Congonhas, a aviação comercial terá de reduzir de 38 para 33 o número de pousos e decolagens por hora (slots) no aeroporto. Com as mudanças, aeroporto deve operar vôos só para o interior e 9 capitais. TAM, Gol e Varig anunciaram o remanejamento de 52 vôos para Guarulhos, o cancelamento de 12 e a suspensão por tempo indeterminado de outros 16. A BRA já havia transferido todos os vôos para Cumbica. Serão afetadas todas as regiões do País. Além disso, a TAM informou que 11 destinos vão mudar de horário, para não coincidir com os períodos mais movimentados. Visita do ministro  Do aeroporto, Jobim seguiu para o prédio da TAM Express, com o qual o Airbus da empresa se chocou, na terça-feira, 17, deixando 199 mortos. O ministro era mantido longe da imprensa e fez o percurso entre o aeroporto e o edifício a pé - o prédio do acidente é em frente ao aeroporto, na Avenida Washington Luís. O ministro visitou os escombros acompanhado do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, e do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. Jobim subiu nos escombros do prédio da TAM com uma escada magirus do Corpo de Bombeiros e, segundo um assessor, teria dito que o acidente "é uma tragédia impactante, que impões ações." 

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