Pista principal de Congonhas será inaugurada na sexta

Avião da FAB vai testar a pista antes dela ser entregue após reforma

Agencia Estado

27 de junho de 2007 | 16h27

A pista principal do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, será inaugurada na sexta-feira, 29, segundo José Carlos Pereira, presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). A pista, que estava em reforma, será reinaugurada às 12 horas.Segundo Pereira, as obras de recuperação da pista foram concluídas. Ele explicou que as ranhuras na pista principal começarão a ser consertadas a partir da próxima semana e que os reparos nas ranhuras da pista auxiliar serão concluídos em três dias.O presidente da Infraero disse ainda que na sexta-feira pela manhã, antes da inauguração, um avião-laboratório da Força Aérea Brasileira vai testar a pista principal.As afirmações foram feitas no Senado, onde Pereira fala à CPI do Apagão Aéreo, que investiga a crise nos aeroportos do País. A sessão da CPI deverá ser secreta e terá participação também do presidente da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi. Novo apagãoNa terça-feira, o anúncio de que as obras na pista principal do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, poderiam atrasar fez as empresas aéreas falarem em um novo apagão no início das férias. Pressionada, a Infraero mudou três vezes de opinião durante o dia e, por fim, divulgou que a pista principal será reaberta sexta-feira, como previsto, mas com restrições.Mas atrasos e maior intervalo entre os vôos serão inevitáveis. A nova "vitória" das empresas ocorre no dia seguinte à Aeronáutica ver rejeitada sua proposta de redistribuir vôos em todo o País nos horários de pico.Em um ofício enviado à Anac, a diretora de Engenharia da Infraero, Eleuza Terezinha Manzoni dos Santos Lores, informou que a pista só seria reaberta no domingo ao meio-dia - por causa de obras na área de taxiamento. A informação causou caos entre as companhias, que cogitaram até pedir pelos sistemas de call center que passageiros adiassem viagens - algumas delas previstas havia meses.O governo mostrou-se desinformado inicialmente sobre a questão. O chefe de Eleuza, o presidente da Infraero, disse que "a pista seria entregue no prazo". Depois de se reunir com técnicos, meia hora depois, mudou o discurso. "Acabei de saber que precisamos recapear parte da pista." Às 19h30, pediu que sua assessoria informasse a toda a imprensa que "a data (sexta-feira) seria mantida". "A fofoca (de apagão) era muito forte e decidimos reabrir mesmo com restrições."(Colaboraram Bruno Tavares e Camilla Rigi, do Estadão.)

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