Pista foi liberada dentro de critério de segurança, diz ministro

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, informou que a pista do aeroporto de Congonhas onde o Airbus da TAM tentou pousar e não conseguiu "foi liberada dentro de um critério de segurança" e que, portanto, "ela é segura", já que o seu funcionamento foi autorizado depois dos respectivos testes.   Franklin Martins minimizou o fato de a pista não estar ainda com o "grooving" (ranhuras feitas na pista para evitar derrapagens).   Para ele, elas são "seguranças adicionais" e que a obra de recuperação da pista principal de Congonhas seria feita mesmo em duas etapas. "Ninguém entregou as pistas de qualquer jeito. Tudo foi feito com segurança", atestou o ministro, esclarecendo que, se depois das investigações se constatar alguma coisa diferente disso, aí os responsáveis pela sua liberação terão de responder por isso.   Franklin Martins disse ainda que o governo pediu à Agência Nacional de Aviação Civil, Anac, e à Infraero, que dessem atendimento às famílias das vítimas.   Durante toda a noite, o presidente foi informado do que ocorreu no aeroporto de Congonhas. Desde o início, ao saber da gravidade do acidente, Lula soube que as chances de existirem sobreviventes eram praticamente nulas porque as pessoas teriam morrido carbonizadas dentro do avião da TAM e que as portas não chegaram a ser abertas, assim como das dificuldades que existirão de identificação das vítimas.   Lula, que deixou o Palácio depois de meia noite, também foi informado que o avião teria pousado normalmente, tanto que os controladores do aeroporto de Congonhas chegaram a autorizar a decolagem do avião seguinte, um Cessna.   Só que, em seguida, o controlador viu que o TAM estava a uma velocidade excessiva para o pouso naquele local e que, o piloto ainda tentou abortar a decolagem, mas, ao tentar subir, chegou a virar para a esquerda, trepidando muito, mas não teve força suficiente para subir e caiu no prédio da Tam Express e no posto de gasolina, explodindo.   Ao que tudo indica, e isso foi repassado para o presidente, o piloto não teria tentado frear porque, senão, teria derrapado e não saído reto, como aconteceu.   O presidente Lula quis saber o que poderia ter provocado isso. Ouviu que não se sabia exatamente que motivos levaram o piloto a chegar na pista naquela velocidade tão alta, se por algum problema mecânico, se foi falha humana, ou se o se tinha havido algum problema na pista.   Lula quer informações rápidas sobre isso. Lula também soube da gravação disponível no centro de segurança de vôo em São Paulo, com os gritos desesperados do piloto de que deveria virar para evitar a tragédia.   Lula foi informado também que não existe um sistema que grave toda a pista. Mas soube que existem câmeras de segurança que mostram os aviões na pista onde os controladores de vôo não podem enxergar. Todas estas fitas foram recuperadas e já estão sob análise da Aeronáutica.

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