Piso do metrô começa a ser substituído

Reforma na República começou ontem. Obras em 20 estações atingem de paredes a calçadas

TIAGO DANTAS, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2013 | 02h05

O Metrô pretende reformar 20 estações até o fim de 2014. O piso de borracha preta dará lugar a placas de granito claras. O concreto aparente nas paredes dos terminais deverá ser tratado. As calçadas do entorno das estações também serão trocadas.

A primeira obra começou ontem de madrugada na República, no centro. Uma parte da estação da Linha 3-Vermelha, que foi inaugurada há 31 anos, está interditada com tapumes para o trabalho dos operários. Alguns serviços poderão ser feitos de madrugada para não atrapalhar a circulação de passageiros.

Segundo o Metrô, a Estação República deve ficar em obras até o fim do ano. O granito foi escolhido como revestimento do chão porque é mais durável e mais fácil de limpar do que a borracha. Além disso, por ser claro, reflete melhor a luz e contribui para a iluminação dos terminais.

Enquanto alguns passageiros acham que as mudanças podem deixar o metrô um pouco mais bonito, outros temem que o piso fique mais escorregadio. "Acho algumas estações muito opressoras, com esse concreto sem fim", disse o universitário Pedro Henrique Correia, de 22 anos. "Talvez, ficando mais claro, seja mais agradável andar por aqui."

O ambiente ficará mais parecido com o de estações da Linha 4-Amarela, opina o publicitário Rafael Stucki, de 28 anos. "Você vê a diferença quando faz a baldeação. A estação da Linha 4 é mais clara, passa uma noção de modernidade, até porque é bem mais nova também."

A aposentada Neuza Cristina de Souza, de 69 anos, diz que acha o granito menos seguro do que o piso de borracha. "Quando a estação estiver cheia e começar aquele empurra-empurra, tenho medo de que alguém caia. Esse piso, como tem relevo, segura mais a gente. Acho melhor."

Além de trocar o piso do mezanino e das plataformas, os operários deverão trocar os forros da República, fazer um novo projeto de iluminação e tratar o concreto das paredes. "Para garantir a segurança dos 172 mil usuários que circulam pelo local diariamente durante as obras, além de fazer comunicação visual para orientar os passageiros, o Metrô vai colocar tapumes para isolar as áreas onde os serviços estiverem sendo executados", informou a empresa, por nota. Questionada sobre o valor dos serviços, não houve resposta.

Sequência. A Estação Anhangabaú, também da Linha 3-Vermelha, é a próxima da lista de melhorias do Metrô. A reforma deve começar em 6 de maio. Corinthians-Itaquera e Artur Alvim, na zona leste, também deverão passar por embelezamento. Outras oito estações da linha também passarão por reformas ao longo dos próximos dois anos: Vila Matilde, Tatuapé, Belém, Brás, Sé, República, Marechal Deodoro e Palmeiras-Barra Funda. Na Linha 1-Azul, as obras vão atingir Jabaquara, Santa Cruz, Ana Rosa, Paraíso, Luz e Portuguesa-Tietê. A Linha 2-Verde terá obras em quatro lugares: Brigadeiro, Trianon-Masp, Consolação e Sumaré.

Funcionamento. Os trabalhos estéticos não devem atrapalhar o funcionamento das estações nem a circulação dos trens. Em alguns dos terminais, o fechamento lateral (testeiras) será substituído por coberturas metálicas. Nas calçadas, o piso de mosaico português será trocado por bloco intertravado.

Dentro das paradas, alguns forros serão substituídos por novas estruturas, similares às que já existem nas estações da Linha 2-Verde. Trata-se da colocação de tábuas na posição vertical, deixando o teto vazado. Isso permite fácil limpeza e manutenção mais rápida.

A reestilização das estações começou a ser discutida pela companhia em setembro do ano passado. Uma prévia do estudo foi apresentada na Feira Metroferroviária do ano passado por um arquiteto do Metrô. A apresentação dizia que a troca do piso e o tratamento de algumas paredes poderia, até mesmo, reduzir o consumo de energia elétrica. O plano de reforma das estações mais antigas também previa facilitar a vida dos estrangeiros - com painéis em inglês e português.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.