'Piritubão' é a cartada de SP

Para ser a sede da Expo 2020, a Prefeitura aposta no "Piritubão", um megaparque de eventos que o governo municipal planeja construir no bairro da zona norte da cidade. A área de 5 milhões de m² já havia sido cotada para receber o futuro estádio do Corinthians, mas, após ter sido preterida por Itaquera, virou o carro-chefe da administração para abrigar a exposição internacional.

O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2011 | 03h06

Entre as obras previstas na fase inicial para o local, estão uma alça de acesso saindo da Rodovia dos Bandeirantes, 11 pavilhões multiuso, centro de convenções, shopping, dois hotéis, seis galpões de logística e uma área para exposição e atividades ao ar livre. Nas três fases seguintes, serão feitos mais cinco pavilhões, um estacionamento e um terminal de ônibus, ciclovias e ciclofaixas.

O projeto do megaparque de eventos foi feito pelo escritório local da empresa de arquitetura alemã GMP. Esse é o mesmo grupo que fez o projeto de reforma do Estádio do Morumbi para a Copa de 2014, não aprovado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). Cheio de vidros, áreas abertas e iluminação natural, o design e os materiais espelhados a serem usados na construção são inspirados em centros similares da Europa, como o de Hannover e Leipzig, na Alemanha, e o de Rimini, na Itália.

O projeto ainda contempla a renaturalização e canalização de córregos que cortam o terreno. O governo do Estado deve arcar com custos e comando das intervenções na infraestrutura de transporte - duas alças e passarelas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a futura Estação Pirituba da Linha 6-Laranja, do Metrô.

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