Piratas torturam família em Paraty

Cinco homens encapuzados roubaram equipamentos de médico de Ubatuba que passava a noite em barco na Ilha do Cedro

CLARISSA THOMÉ / RIO, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2012 | 03h05

A família de um médico de Ubatuba passava a noite na lancha Per Bacco, de 60 pés, ancorada na Ilha do Cedro, em Paraty, quando foi abordada, na madrugada de 21 de janeiro, por cinco homens encapuzados. Eles foram obrigados a tirar a roupa e ficaram divididos em dois ambientes. Durante duas horas, foram ameaçados, agredidos e passaram por afogamentos para que dissessem onde estavam objetos de valor e dinheiro. O dono do barco e a mulher, que têm problemas cardíacos, foram poupados a pedido do filho.

De acordo com a polícia, os criminosos levaram quatro celulares, um revólver Taurus registrado, aparelho GPS, eletrodomésticos e R$ 1.400. Eles também levaram equipamentos da lancha.

A Polícia Civil vai requisitar à Capitania dos Portos a lista de embarcações ancoradas na mesma região e data. A intenção é identificar testemunhas do assalto. Os investigadores também não descartam que os criminosos já estivessem na região.

Naquela semana, a Marinha fez uma operação nas redondezas da ilha, por causa da alta estação, fiscalizando as condições de segurança das embarcações.

Um navio patrulha, nove lanchas e um helicóptero participaram das ações. Por causa disso, a polícia acredita que exista um registro dos barcos vistoriados.

A família ficou muito abalada com o episódio e deixou a região. De acordo com a polícia, as vítimas ainda não prestaram depoimento; apenas tiveram uma conversa informal com o delegado Hermano Rocha.

Um dos passageiros a bordo, que preferiu não se identificar, disse que dormia na hora do ataque. "Não sei o que aconteceu. Fui rendido e disseram que era um assalto. Fiquei preso na cabine." Segundo o passageiro, todos estavam encapuzados e usavam luvas. "Não quero nem lembrar o que aconteceu. É traumatizante." Ninguém foi preso. / COLABOROU REGINALDO PUPO, ESPECIAL PARA O ESTADO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.