Pior problema é a superlotação, dizem os passageiros

Enquete feita a pedido do 'Estado' mostra ainda que usuários reclamam da tarifa e cobram a ampliação das linhas

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2012 | 03h07

O pior problema do Metrô de São Paulo é a quantidade excessiva de passageiros por vagão. Em segundo lugar, o preço da tarifa e, em terceiro, a escassa quantidade de linhas. São essas as conclusões de uma pesquisa feita pelo Instituto Informa, a pedido do Estado, sobre a qualidade do metrô na capital.

O excesso de passageiros é o maior problema para 70,4% dos entrevistados. Dividindo os resultados por regiões da cidade, esse problema se verifica mais incômodo na zona leste, onde o porcentual chega a 78,7% dos entrevistados - a Linha 3-Vermelha, que atende a região, é a linha de metrô mais lotada do mundo.

Mesmo na zona oeste, servida pelas Linhas 2-Verde e 4-Amarela, a superlotação lidera a lista de problemas: é o principal problema para 50,5% das pessoas.

A pesquisa ouviu 1.065 paulistanos entre 2 e 5 de dezembro. A margem de erro é de 3%. O instituto separou os resultados por sexo, faixa etária, renda, religião, grau de instrução e local de moradia. A queixa sobre a lotação lidera todos os recortes possíveis.

Outros resultados. No geral, 65% da população avalia positivamente o Metrô, mas os homens são mais críticos do que as mulheres. Para 37,3% deles, o transporte é regular ou reprovável. Já 35,5% delas fazem a mesma avaliação, segundo a pesquisa.

Independentemente do sexo, quanto mais o passageiro usa o metrô, pior fica a avaliação. Para 40,3% dos entrevistados que declaram usar o serviço "sempre", é regular ou reprovável. A avaliação negativa cai para 26,9% entre os que declaram ser passageiros "eventualmente". Por outro lado, 65% das pessoas que usam o meio "raramente" aprovam o transporte.

Outro indicativo da pesquisa é que, quanto mais tempo o entrevistado passou na escola, maior é o grau de exigência para ampliação da rede: 74% das pessoas que têm apenas o ensino fundamental aprovam as linhas existentes. Mas só 49% das pessoas com ensino superior pensam igual.

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