Pior escola de SP no Ideb exige lição de casa dos alunos

A faxineira Maria Edilene, de 48 anos, conta que nunca foi muito de cobrar dos filhos os boletins e tarefas, mas sempre que pôde acompanhou a lição de casa. Hoje, a atenção está voltada para o mais novo dos quatro filhos, Fabio, de 13 anos, aluno da 8ª série. "Ele sempre tem lição. Sempre está fazendo alguma coisa", diz ela. Fabio estuda na Escola Frei Antonio Santana Galvão, na zona norte de São Paulo.

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2013 | 02h06

Na unidade, segundo ele e professores, a lição de casa é comum. "Na verdade, não conheço nenhum professor que não peça", diz uma docente, que pediu anonimato. Ainda assim, a escola luta para sair de uma incômoda situação: com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 3, é a última colocada entre todas as escolas da região metropolitana de São Paulo.

A pesquisadora Paula Louzano questiona a efetividade do impacto da lição de casa, um dos itens da nova proposta. "Temos um problema de aprendizado. Isso não vai resolver." Segundo Vanda Ribeiro, do Cenpec, há certa utilidade na lição de casa. "Para muitos pais, o filho ter dever de casa é o único sinal que eles têm de qualidade."

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