Pinheirinho é invadido por uma hora em São José dos Campos

Grupo pressiona governo para entrega de casas a ex-moradores de área desocupada; leilão foi suspenso em setembro a pedido da empresa de Naji Nahas

Gerson Monteiro, especial para o Estado,

02 Outubro 2012 | 17h35

TAUBATÉ - Um grupo de aproximadamente 200 pessoas, entre ex-moradores e líderes sindicais, fez uma invasão relâmpago na área desocupada em janeiro deste ano em São José dos Campos, a 81 km de São Paulo. A ocupação simbólica teve o objetivo de pressionar as autoridades para a entrega das casas populares que o governo do Estado prometeu aos ex-moradores.

De acordo com o líder do movimento, Valdir Martins de Souza, conhecido como Marrom, apesar da ocupação simbólica, caso a Justiça não suspendesse o leilão da área, o movimento voltaria a ocupar o local de forma permanente.

No mês de agosto o governador Geraldo Alckmin esteve em São José dos Campos e prometeu, em 15 meses, entregar 5 mil casas populares, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) e convênios dos programas "Casa Paulista" e "Minha Casa Minha Vida", com atendimento prioritário as famílias desalojadas do Pinheirinho.

Leilão. A área de 1,3 milhão de metros quadrados foi desocupada em 22 de janeiro depois de uma ação da Polícia Militar, quando mais de 6 mil pessoas deixaram o local. Em setembro, o terreno avaliado pelo Judiciário em R$ 187 milhões foi a leilão, mas, por determinação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi suspenso, acatando pedido da empresa Selecta, dona da área, que alega que o processo de reintegração ainda não foi concluído. A empresa é ligada ao megaespeculador Naji Nahas.

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