Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Pinacoteca tem filas de 2 horas neste sábado

Nem sol forte faz público desistir de exposição de Ron Mueck

Jerusa Rodrigues, O Estado de S. Paulo

27 Dezembro 2014 | 15h44

O último sábado de 2014 teve o contraste entre e trânsito bom na cidade e as gigantescas filas para acompanhar as exposições de arte em cartaz em São Paulo. Uma das maiores filas neste sábado foi para a exposição dos corpos gigantes do australiano Ron Mueck, aberta em 20 de novembro. As filas deram a volta na Pinacoteca do Estado, somando cerca de duas horas de espera. Sob o sol forte, teve gente que usou guarda-chuva para conseguir uma sombra e aguentar a espera.


O ambulante Marciano de Souza Bahia, de 66 anos, vendeu oito guarda-chuvas em uma hora transitando na fila. “Quem está aqui é porque tem dinheiro. Mas não ficaria nessa fila nem para ganhar dinheiro”, brincou. 


Por causa da espera, as estudantes Andrea Maria da Silva, de 24 anos, e Lorena da Silva, de 22, desistiram de gastar todo o sábado de sol na exposição. Atravessaram a rua e optaram pelo Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, que fica na frente da Pinacoteca. “Vamos voltar outro dia, chegar mais cedo”, disse Andrea. 


Desistência. Já a estudante Gabriela de Oliveira, de 21 anos, e o bancário Renan Vasconcelos, de 22, preferiram enfrentar o sol. “É nossa terceira tentativa, já tínhamos desistido duas vezes. É a exposição mais impressionante que eu já vi. Valeria a pena mesmo se fosse uma obra só”, disse Vasconcelos. São nove obras ao todo e a visita demora cerca de 30 minutos. 


Segundo a coordenadora de Comunicação da Pinacoteca, Adriana Kunsch, a exposição tem recebido, em média, 3 mil visitantes por dia. Mas aos sábados, quando a entrada é franca, o número sobe para 8 mil. A exposição vai até 22 de fevereiro.

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