Pilotos da Gol são ouvidos pela Polícia de SP nesta quarta

Controladores de vôo que trabalharam no dia do acidente também deverão ser ouvidos pela Polícia Civil

15 de agosto de 2007 | 13h11

Mais dois pilotos serão ouvidos nesta quarta-feira, 15, às 14h, pelo delegado Antônio Carlos Menezes, responsável pelo inquérito aberto na Polícia Civil para apurar as causas do acidente com o avião da TAM, no último dia 17 de julho. Desta vez, vão falar os pilotos da companhia aérea Gol que, a exemplo de outros profissionais do setor, haviam apresentado relatos anteriores à tragédia com queixas sobre as condições de operação da pista principal de Congonhas, em dias de chuva. Controladores de vôo também deverão depor na Polícia Civil na próxima semana. Em depoimentos dados na terça-feira, 14, dois pilotos da TAM contaram que ao cumprir a rota Brasília-São Paulo, na manhã daquele dia 17, horas antes do acidente, com o mesmo Airbus A 320, não detectaram problemas com o avião e nem tiveram dificuldades para pousar na pista molhada. No entanto, "o piloto do vôo ressaltou que a aeronave estava leve no momento do pouso, o que facilitou o procedimento", conforme observação feita em nota publicada pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-SP). Segundo informação dada pela TAM logo após o acidente, o avião com 186 pessoas a bordo do vôo JJ 3054 pesava mais de 62 toneladas, próximo do limite de sua capacidade. Ao tocar a pista principal de Congonhas, no início da noite, por volta das 18h45, a aeronave não parou. No Instituto Médico Legal Central (IML), no complexo do Hospital das Clínicas, prossegue a pior fase de identificação das vítimas. Cinco corpos ainda não foram reconhecidos e desde anteontem nenhum novo nome é inserido na lista de identificados. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, os corpos restantes são os que ficaram mais desfigurados e os peritos trabalham com o recurso de teste de DNA. (Com informações da Agência Brasil)

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