Piloto não tentou arremeter em Congonhas, diz deputado

Uma segunda caixa preta, com os diálogos entre os pilotos, começa a ser analisada nesta segunda-feira

Luciana Nunes Leal, Estadão

23 de julho de 2007 | 14h11

Informações preliminares da caixa preta do Airbus A320 da TAM que se acidentou na última terça-feira, 17, indicam que o piloto do avião não tentou arremeter, ou seja, decolar de novo, ao perceber que não conseguiria frear nos limites da pista principal do aeroporto de Congonhas.   Veja também: Lista de vítimas do acidente do vôo 3054  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054   Dois deputados da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, Marco Maia (PT-RS) e Efraim Filho (DEM-PB), também estão em Washington para acompanhar os trabalhos. Desde sexta-feira, são analisadas as informações técnicas do vôo JJ 3054, entre Porto Alegre e São Paulo.   Segundo Efraim Filho, dos 584 parâmetros possíveis que são armazenados pela caixa-preta, apenas 35 estão sendo investigados porque têm relação direta com o acidente. "O avião tentou frear até o final, não tentou arremeter", disse o deputado.   De acordo com Efraim Filho, essa nova informação reforça a necessidade de investigar as condições da pista do aeroporto, que havia passado por uma reforma. "A liberação da pista pelas autoridades aeroportuárias sem as condições de segurança adequadas, sem ter finalizado seu projeto, como por exemplo, a não existência dos groovings, das ranhuras, é um elemento a ser questionado e a ser perseguido por quem teve a responsabilidade, quem assinou realmente o laudo de liberação dessa pista. É um elemento que precisamos saber" , disse.   A análise dos dados da caixa preta está sendo feita nos laboratórios do National Transportation Safety Board, em Washington, e é acompanhada por oficiais da Aeronáutica que viajaram para os Estados Unidos.   Uma segunda caixa preta, com os diálogos entre os pilotos, começa a ser analisada nesta segunda-feira. "O trabalho de análise dos dados está sendo feito rapidamente e com muita determinação", elogiou o deputado Marco Maia, relator da CPI. Os oficiais da Aeronáutica, segundo o deputado, não descartam a hipótese de que as condições da pista principal de Congonhas tenham sido um fator que contribuiu para o acidente.   "Não há ainda elementos para dizer que houve exclusivamente falha mecânica ou exclusivamente falha humana. Com isso, a hipótese de a pista ser um fator contribuinte para o acidente continua em análise", afirmou Maia.   (Colaborou Rodrigo Brancatelli, do Estadão)

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