Piloto diz que foi espancado em boate de SP

Um piloto de avião, de 25 anos, acusa quatro seguranças de uma boate na Vila Olímpia, zona sul da capital paulista, de agressões físicas e verbais. De acordo com C.N. (que pediu para não ter o nome revelado), os vigilantes o levaram a uma sala isolada da casa noturna, onde o espancaram por cerca de duas horas. O incidente ocorreu na madrugada de ontem e foi registrado no 14.º Distrito Policial (Pinheiros), na zona oeste.

CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2013 | 02h05

A versão do jovem é a de que, por volta da meia-noite, ele e um amigo saíram para a área do fumódromo da balada Villa Mix. Naquele momento, dois seguranças os interpelaram agressivamente, com a suspeita de que estivessem consumindo maconha, o que é negado por C.N. "Nesse momento, puxei o meu braço e perguntei para ele (o vigilante que o abordava) se estava louco, já que eu não estava fazendo nada nem fumando cigarro."

Nisso, outros dois agentes chegaram, ajudando os que já estavam lá a imobilizar C.N. e o levar até uma sala separada, perto da enfermaria. "Não sei se ali tem câmera ou não nem se me levaram lá justamente pensando nisso. Só sei que, quando cheguei lá, ficaram dois seguranças me segurando, enquanto dois me batiam. Tomei cabeçadas no nariz e socos no olho e na barriga."

Depois, a vítima foi encaminhada para a enfermaria, de onde só foi autorizada a sair às 3h30. Além de apanhar, C.N. diz ter sido xingado. Seu celular também foi tomado por um segurança. Quando conseguiu sair, uma amiga o levou à polícia. "O que mais temi foi levar socos no olho. Se eu tiver algum problema na visão, não posso mais exercer a minha profissão."

A reportagem tentou contato com a boate Villa Mix, mas até as 19h30 não conseguiu falar com nenhum responsável pelo local.

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