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Pichações em bibliotecas da Unicamp foram feitas por ex-aluno, diz reitoria

Suspeito de realizar pichações com conteúdo racista e ameaçador foi localizado nesta sexta e levado para prestar depoimento. Universidade diz que ele ingressou em três cursos e não terminou nenhum

Rene Moreira, Especial para O Estado

17 Agosto 2018 | 18h14
Atualizado 20 Agosto 2018 | 19h25

FRANCA - A Polícia Civil de Campinas localizou nesta sexta-feira, 17, o suspeito de pichar símbolos nazistas e ameaças de ataques na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele foi identificado após imagens do circuito de segurança serem divulgadas, sendo levado para prestar depoimento na delegacia.

As pichações apareceram em rapartições da universidade, caso da Biblioteca Central e do Instituto de Geociência (IG), nesta semana. Foram feitos desenhos e escritas mensagens em paredes e computadores, mas câmeras de vídeos registraram a ação em uma sala da biblioteca.

Para escrever foi usado um pincel atômico, que é um tipo de caneta com letra mais grossa. De acordo com a Unicamp, o autor é ex-aluno, tem 30 anos, ingressou em três cursos da Universidade (Estatística, Matemática Aplicada e Computacional e Engenharia da Computação), mas não concluiu nenhum.

Segundo o reitor Marcelo Knobel, no período em que esteve ligado à instituição, ele "não solicitou auxílio de bolsas e nem recorreu ao serviço de apoio psicológico e psiquiátrico colocado à disposição dos estudantes".

Disse ainda que considera o episódio “lamentável e inaceitável” e que a Unicamp reforçou a segurança no campus e intensificou a divulgação do uso do aplicativo “Botão do Pânico”, que pode ser usado por alunos, docentes e funcionários para informar casos de emergência.

Além da apuração na polícia, foi aberta sindicância interna na universidade. Mais informações sobre o suspeito não foram divulgadas nem os motivos que o levaram ao ato. 

Homem passou por testes

O ex-aluno passou por testes de grafologia nesta sexta-feira na Polícia Civil. Após ser ouvido no 7.º Distrito Policial, ele escreveu frases iguais às que foram pichadas para que a perícia possa confirmar a autoria. Ele pode responder pelos crimes de dano ao patrimônio e ameaça.

Em depoimento, ele negou ter feito desenhos nazistas e deixado mensagens em que fala também sobre realizar um massacre na universidade. A polícia apurou que ele nunca trabalhou e mora com a mãe. Ela por sua vez informou que o filho apresenta sinais de esquizofrenia, devendo ser requisitado exame para comprovar a doença. 

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