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Pichação racista é encontrada no banheiro do Mackenzie

Mensagem na unidade em Higienópolis dizia: 'lugar de negro não é no Mackenzie'; universidade vai apurar autoria do texto

LUIZ FERNANDO TOLEDO, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2015 | 20h03

A Universidade Presbiteriana Mackenzie instaurou procedimento interno para apurar a autoria de uma frase racista escrita na parede de um banheiro da Faculdade de Direito da instituição, no bairro de Higienópolis, região central de São Paulo. A frase “lugar de negro não é no Mackenzie, é no presídio” circulou nas redes sociais nesta quarta-feira, 7, e causou indignação entre os estudantes, que compartilharam a foto. 

A instituição informou que não prestou queixa à polícia e que apura o caso internamente desde que foi comunicada. O autor da frase não havia sido identificado até a noite desta quarta. O Mackenzie disse ainda que “repudia todo e qualquer ato, ação ou manifestação de cunho racista”. 

“Nossa história de ampliação de liberdades e construções de oportunidades nos impõe a reafirmação permanente do nosso compromisso com a defesa dos direitos e garantias individuais e coletivos, com o bem-estar do nosso povo e o repúdio a atos discriminatórios de quaisquer naturezas”, declarou o diretor da unidade, José Francisco Siqueira Neto. 

De acordo com a estudante do 9.º semestre de Direito Tamires Gomes Sampaio, de 21 anos, o ato não foi isolado. “Em agosto, picharam um banheiro de uma praça de alimentação próxima da faculdade. Somos historicamente excluídos e segregados da universidade. Agora que começamos a ultrapassar algumas barreiras, percebemos que alguns não toleram isso”, disse ela. A instituição negou que tenha havido outros episódios. 

Membro do coletivo Afromack, de estudantes negros do Mackenzie, Tamires afirmou que o ato foi “violento” e disse que o coletivo organizará uma ação para cobrar um posicionamento da instituição. 

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