PF publica fotos de integrantes do PCC acusados de exportar cocaína

Entre os procurados estão André Oliveira Macedo e Jefferson Moreira da Silva. No total, 11 pessoas tiveram prisão temporária decretada

Bruno Ribeiro e Fausto Macedo, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2014 | 12h11

SÃO PAULO - A Polícia Federal de Santos, no litoral de São Paulo, publicou na noite desta segunda-feira fotos de 11 pessoas com prisão temporária decretada por suspeita de envolvimento com tráfico internacional de drogas, entre elas André Oliveira Macedo, de 36 anos, o André do Rap, e de Jefferson Moreira da Silva, o Dente, apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Eles estão ligados às células criminosas desmontadas nesta segunda nas operações Hulk e Overseas, que terminou por apreender 3,7 toneladas de cocaína em barcos ancorados no Porto de Santos.

A PF fez buscas por André do Rap em seu apartamento no Guarujá, cidade vizinha a Santos, mas não conseguiu localizá-lo. Ele é apontado como líder do PCC na Baixada Santista, com ligação a traficantes da zona noroeste de Santos e o morro Nova Cintra. Policiais federais seguem pistas de que ele teria fugido para o nordeste do País.

Já Dente seria o braço direito de André, responsável por executar serviços como a cobrança da "rifa" (a contribuição exigida pela facção a seus associados) e emprestar armas a terceiros na baixada.

A lista de procurados traz ainda outro apontado como subordinado de André do Rap. É Wagner Vicente Liro, de 30 anos, vulgo Bafinho, que já esteve preso por tráfico de drogas.

Há ainda um boliviano, Rolin Gonzalo Parada Gutierrez, o Federi, que seria um dos fornecedores de cocaína ao esquema, e um português, Carlos Miguel Castro Silva.

Operação. Ao todo, 23 pessoas foram presas na operação deflagrada na segunda-feira. Agentes da PF cumpriram 80 mandados de busca e apreensão e 46 de prisão temporária. As investigações apontam que traficantes que tinham linha de fornecimento de cocaína entre a Bolívia e São Paulo fizeram uma aliança com o PCC da Baixada Santista para conseguir uma rota para exportar a droga. A facção que atua nos presídios paulistas cooptou pessoas que trabalhavam em recintos aduaneiros na zona portuária para trabalhar para o esquema. Na maior parte das vezes, diz a PF, a droga era colocada em malas de viagem e embarcadas em contêineres sem que os donos das cargas descobrissem.

 

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