PF prende 16 que forneciam drogas ao Complexo do Alemão

Quadrilha seria um dos elos entre facções criminosas de Rio e São Paulo; 39 contas foram bloqueadas

Camilla Haddad, do Jornal da Tarde,

14 Maio 2009 | 15h53

Dezesseis pessoas foram presas durante a Operação Riqueza da Polícia Federal, desencadeada na manhã desta quinta-feira, 14. Os presos fazem parte de uma quadrilha que comprava drogas em Ponta Porã (MS) e fornecia a traficantes do Complexo do Alemão, no Rio. O esquema seria o elo entre duas facções criminosas do Rio e de São Paulo. A PF estima que 300 kg de cocaína foram comercializados. Ao todo a movimentação chega a 3 milhões.

 

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As prisões desta quinta foram cumpridas em Santo André, Mauá e Campo Grande. Além das prisões, 39 contas bancárias foram bloqueadas. Elas eram registradas em Minas Gerais e serviriam como fachada para a quadrilha.

 

Desde o início das investigações, há nove meses, 28 pessoas da quadrilha foram presas, 16 delas na manhã desta quinta. Também foram apreendidos 46 kg de cocaína, 37 de pasta base da droga, 17 kg de haxixe, 225 kg de maconha, 4 kg de explosivos, cinco armas e desmanchados três laboratórios de refino de cocaína. Os laboratórios foram estourados na Grande São Paulo, de onde a droga saía e era levada até o Rio.

 

De acordo com o delegado Guilherme de Castro Almeida, chefe da Delegacia de Repressão ao Tráfico de Drogas da Superintendência da PF, durante a operação foi descoberto que a droga saía de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e era levada para Campo Grande, até chegar, em carros com fundo falso, nas cidades de Santo André e Mauá.

 

Segundo o delegado Almeida, a partir desses locais, a droga era "batizada" e encaminhada ao Rio para abastecer o morro da Vila Cruzeiro, na zona norte.

 

Entre as pessoas presas destaca-se uma advogada do líder da quadrilha. Esse líder está preso em um presídio de São Paulo. Ele foi pego no começo da operação e segundo a PF está ligado a uma facção criminosa não revelada pela polícia. Essa advogada, segundo a PF, levava informações sobre os passos da quadrilha para o detento.

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