Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

PF prende 12 de grupo acusado de escravizar chineses em SP

Trabalhadores chineses entravam no País pela fronteira da Bolívia com Rondônia e vinham para a capital paulista

Solange Spigliatti, da Central de Notícias,

22 Maio 2009 | 08h45

Doze pessoas foram presas nesta sexta-feira, 22, durante a operação Da Shan, da Polícia Federal de Rondônia, acusadas de tráfico internacional de pessoas. Onze delas foram detidas em Rondônia. Entre os presos está o líder do grupo, Zhu Ming Wen, conhecido como Tony, que foi detido na região central de São Paulo. O objetivo da operação é o de desarticular uma quadrilha especializada em trazer ilegalmente cidadãos chineses no território brasileiro.

 

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mais imagens Galeria de fotos da operação no centro

 

Ao todo, os policiais cumprem 14 mandados de prisão preventiva autorizados pela Justiça Federal. Os acusados são procurados em Porto Velho, Guajará-Mirim, em Roraima, São Paulo e Recife.

 

O grupo é formado por aliciadores, denominados coiotes, que atraem estas pessoas com promessas de trabalho. Eles eram liderados por uma cidadã paraguaia atuante em seu país e na Bolívia, que foi presa em flagrante este ano ao transpor a fronteira em Foz do Iguaçu com vários chineses.

 

Os chineses, em sua maioria, vêm da província de Fujian, famosa por abrigar algumas das maiores fábricas de produtos pirateados do mundo. A rota usada costumava passar pela Holanda, Peru, Equador, Bolívia e Brasil. O líder do grupo, além de controlar a chegada dos chineses, também é acusado de enviar de mercadoria contrabandeada de São Paulo para Recife.

 

As investigações começaram em 2008 com prisões em flagrante realizadas em Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena no sul do Estado. Em uma das ações, chineses foram presos tentando embarcar com o carimbo de visto de entrada falsificados.

 

Texto ampliado às 11h40 para acréscimo de informações.

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