PF investiga ataque pirata em navio em Santos

Aparentemente as cargas da embarcação, de bandeira liberiana, não foram roubadas

Rejane Lima, do Estadão,

08 de novembro de 2007 | 19h33

A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar o ataque pirata ao navio HS Chopin, de bandeira liberiana, invadido por oito homens armados na madrugada da última quarta-feira, 7, na Barra de Santos. Segundo o vice-presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, 30 contêineres foram arrombados, mas a PF e a seguradora do navio ainda não calcularam os prejuízos. "Alguns desses contêineres são destinados a Buenos Aires e Montevidéu", disse Roque, explicando que parte dos contêineres violados só terá as cargas vistoriadas ao chegarem ao destino. A carga do HS Chopin vinha do mar mediterrâneo, dos portos de Barcelona e Valência, na Espanha, e de Fos Mer, na França. A delegada da PF Luciana Fuschini informou que alguns contêineres estavam remexidos e outros, apenas com o lacre violado. Aparentemente os assaltantes não levaram nada. Entre a carga violada havia apenas produtos químicos, granito polido, rolos de fios, uma empilhadeira, peças de meta e de rolamento de motor. "Isso denota que não é uma quadrilha especializada e que foram abrindo aleatoriamente", informou Luciana. Agora, a PF aguarda o resultado da perícia que está fazendo a análise datiloscópica (de impressão digital) de pedaços de papelão rasgado de algumas caixas. A ação dos piratas aconteceu por volta das 2h45 de quarta-feira, quando o navio estava fundeado a cerca de três quilômetros da entrada do Porto de Santos. Um marinheiro que fazia a ronda foi rendido e alguns tripulantes perceberam que o navio havia sido invadido justamente por não terem conseguido contatar o marinheiro refém. O alarme de ataque pirata foi disparado por esses tripulantes e os assaltantes conseguiram fugir.

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