PF caça bando acusado de montar grampos telefônicos ilegais

Operação acontece em cidades de SP e MG; 130 agentes têm mandados de prisão contra 17 suspeitos

Solange Spigliatti, estadao.com.br

16 de julho de 2008 | 09h46

A Polícia Federal deu início na manhã desta quarta-feira, 16, à Operação Ferreiro, para desmantelar uma quadrilha suspeita de quebrar o segredo de Justiça em processos de interceptação telefônica, acessar dados cadastrais de clientes de operadoras e extratos de chamadas de diversos terminais telefônicos. Entre os membros da quadrilha estão detetives particulares e funcionários de empresas de telefonia. Entre os envolvidos, quatro já foram denunciados no ano passado e respondem a processos criminais na Justiça Estadual de São Paulo, pelos crimes de interceptação clandestina de comunicações telefônicas.  Segundo a PF, a organização criminosa, que também teria executado "grampos" clandestinos em terminais telefônicos e quebrado o sigilo de contas bancárias, com a participação de funcionário de uma instituição financeira, estava baseada na capital paulista. Os 130 agentes irão cumprir 17 mandados de prisão, sendo sete preventivas e dez temporárias, além de 28 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Varginha, em Minas Gerais, Jundiaí e São Paulo. A PF não divulgou os números de presos. Os suspeitos, segundo investigações que começaram há quatro meses, chegavam a cobrar até R$ 3 mil por varredura em cada linha telefônica, para fornecer informações sobre a existência, o período e a origem do mandado judicial de interceptação.  Segundo a PF, a operação Ferreiro foi desencadeada a partir da Operação Bicho Mineiro, deflagrada na semana passada, que culminou com a prisão de sete pessoas em Varginha, inclusive empresários ligados às atividades de comércio e exportação de café e suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, além de outros crimes.  Foi através dos "serviços" contratados com a quadrilha flagrada pela Operação Ferreiro que os empresários investigados obtiveram a informação que seus telefones estavam monitorados pela Polícia Federal, com ordem da 4ª Vara da Justiça Federal em Minas, onde tramita o processo.

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