Petrobrás diz que situação preocupa

Graça Foster afirma que BR Distribuidora vai trabalhar para aumentar o volume de combustível distribuído em todo o Estado

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 Março 2012 | 03h04

A presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, reconheceu ontem que a situação da distribuição de combustível em São Paulo preocupa. A executiva destacou, porém, que a BR Distribuidora trabalhará para maximizar o volume distribuído de combustíveis. Já o Ministério das Minas e Energia não se pronunciou.

Ontem, um bloqueio promovido pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Combustível e Derivados de Petróleo (Sindtanque) impediu o carregamento de 700 caminhões-tanque na Refinaria do Planalto (Replan), em Paulínia, desde a zero hora. A paralisação, em solidariedade aos protestos na capital e por outras reivindicações, afetou a distribuição de combustível em quase todo o Estado. O transporte só foi retomado às 12h30, depois que dirigentes da Petrobrás concordaram em receber representantes da categoria, hoje, no Rio, segundo o sindicato.

De acordo com o diretor institucional do Sindtanque, Sandro Gonçalves, os transportadores já reclamavam do descaso com que eram tratados por funcionários e terceirizados da Replan. "As restrições ao tráfego em São Paulo foram a gota d'água", disse. Os ânimos se exaltaram depois que os caminhões que normalmente se abastecem no terminal de Barueri passaram a "furar o bloqueio", abastecendo em Paulínia. "Os funcionários da Replan passaram a dar prioridade ao abastecimento da capital e os motoristas que ficaram à espera se revoltaram", contou. Segundo ele, o sindicato só foi chamado para organizar o bloqueio.

Segundo Graça Foster, os caminhões-tanque já havia voltado a se movimentar durante a madrugada, mas o retorno ao abastecimento usual - na capital paulista - ainda dependia da logística das empresas. "Não basta abrir e fechar uma válvula, é preciso obedecer a um planejamento", disse Graça. De acordo com a executiva, a companhia tem trabalhado para que o abastecimento volte à normalidade o mais rapidamente possível.

Preço. Observando os aumentos abusivos em São Paulo, Maria das Graças Foster também voltou a dizer que a Petrobrás só vai reajustar o preço dos combustíveis quando houver uma justificativa. Segundo ela, essa é uma decisão que deve ser tomada pelo conselho administrativo da companhia. "Mesmo quando nosso preço está acima dos preços internacionais levamos essa questão ao conselho."

Ela acrescentou que a Petrobrás tem necessidade de realizar investimentos cada vez mais altos, dentro do plano da companhia até 2020. Mas não detalhou se isso causará mudanças na política de preços da companhia. /EDUARDO RODRIGUES, CÉLIA FROUFE, EDUARDO CUCOLO E JOSÉ MARIA TOMAZELA

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