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Pesquisador americano é detido em Aeroporto de Guarulhos

Klaus Keil, de 80 anos, veio ao Brasil para realizar um ciclo de palestras; pesquisador estava com visto de negócios vencido

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

01 de setembro de 2015 | 17h10

SÃO PAULO - A Polícia Federal deteve no último domingo o pesquisador da Universidade do Havaí Klaus Keil, de 80 anos,  no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Gru). De acordo com informações da PF, Keil, que veio ao País para realizar uma série de palestras, estava com o visto sem validação. 

Keil deveria ter sido deportado no mesmo dia, mas após pressão da comunidade científica no Ministério das Relações Exteriores e na Polícia Federal, obteve uma autorização temporária de cinco dias para regularizar situação do documento.  A PF informou, em nota, que como o pesquisador possui visto de negócios, expedido pelo Ministério de Relações Exteriores no país de origem, este deveria ter sido validado antes da viagem. 

Considerado  um dos maiores cientistas planetários no estudo da meteorítica, Keil é a principal atração do Encontro Internacional de Meteoritos e Vulcões, que será realizado nesta quinta feita, 3,  no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele também  tem palestras marcadas em Brasília, São Paulo, São José dos Campos, Salvador, Porto Alegre e Ouro Preto.  

No domingo, o cientista passou o dia no aeroporto e, à noite, foi levado para um hotel. Quando souberam do incidente, dois pesquisadores - Marcos Diaz e André Moutinho, foram ao local para tentar auxiliá-lo e evitar que fosse deportado. Keil só seguiu para o Rio de Janeiro na segunda-feira.

"Ele ficou muito constrangido. Ele ama o Brasil, veio para cá fazer 14 palestras em nove lugares diferentes", disse a professora da UFRJ Elizabeth Zucolotto, responsável por um dos eventos. Ela acompanhava o pesquisador na PF nesta terça, 1, para que atualize o visto. "Ninguém sabia o que estava acontecendo no domingo, não conseguíamos falar com a PF de São Paulo e não tínhamos o contato dele", explicou a pesquisadora. Neil disse ter sido bem tratado durante a detenção. 

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