Pescaria e tour pela Oscar Freire

Promenade Chandon chega à quarta edição mais curta e tentando ficar ficar 'mais família', só que são as celebridades que ainda dão o tom

Paulo Sampaio, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2010 | 00h00

O empresário Paulo Velloso ganhou ontem o prêmio máximo na pescaria que a Dior promoveu durante a festa Promenade Chandon, que reuniu mais de 10 mil pessoas nas imediações da Rua Oscar Freire, nos Jardins. Na quarta edição, a festa durou das 17h às 20h, e não até 22h, como nos outros anos. A assessoria diz que pretendia tornar o evento mais familiar.

Velloso conseguiu pescar a sacola certa, entre as cem que estavam dentro de um cercadinho ao fundo da loja. Setenta continham brindes e, entre eles, apenas um valia uma bolsa (de cerca de R$ 5 mil). Os outros eram acessórios de aproximadamente R$ 1 mil. Mas as vendedoras afirmavam que era um bom negócio, pois o tíquete para a pescaria custava R$ 100 e a renda seria revertida para a fundação Papet (Projeto, Apoio a Pesquisas Especiais Trilhar).

De sapato de verniz vermelho Dsquared combinando com o cinto Gucci e a camiseta xadrez no tom, Velloso parecia felicíssimo. "Só entro na igreja para agradecer, nunca para pedir."

Rosângela Lyra, que é sogra do Kaká e grande propagadora do cristianismo na alta roda, emenda: "A gente pede pelos outros, não é Mário?"

"Sim, claro, pelos outros. Eu sempre peço", corrige ele.

Convidadas para enfeitar a festa, Mariana Ximenes e Guilhermina Guinle posaram para fotos e seguiram para um tour por 8 das 34 lojas que participaram da Promenade. Por que só oito? Teve briga? Ninguém sabia explicar direito. A assessoria disse que aquelas eram as marcas com as quais as duas atrizes "mais se relacionam" e para as quais "já fizeram algum trabalho". "A Mariana quis passar na Arezzo, por exemplo, porque fez a última campanha deles, entende?"

Na Louis Vuitton, alguém explicou que o tailleur de brim estampado em tons de verde e a sandália alta que ela escolheu para ir à festa seriam devolvidas no final. O conjunto custa cerca de R$ 18 mil, segundo se informou.

Depois da sessão de fotos e de responder a perguntas como "Mariana, a Clara mexe com você como pessoa?" e "Guilhermina, a Luiza Salgado faz pose de forte, mas é insegura...Fala um pouco disso", as duas atrizes partiram para a caminhada. Um grupo de seguranças e as respectivas assessorias das duas fizeram um cordão de isolamento. Um pai inclinou a filha no colo em direção à Guilhermina: "Essa é a Valentina..", disse ele. "Que fofa", respondeu ela, sem opção. Não há margem para manobra.

No Clube Chandon, a gerente Cida esbravejava com os seguranças que permitiram a entrada de crianças (com os pais). "Gente, isto é uma casa noturna, vende álcool! Não dá!" Nas ruas, além de gente, muita gente, houve apresentações de música clássica e de dança - e merchandising de carros e outros produtos expostos em estandes. Curiosamente, o público olhava para os produtos como se fossem gente - e para gente como se fossem produtos.

VIP. Enquanto Rita Cadillac fazia show na Cavalera, só era possível entrar nas lojas que participaram do evento com pulseirinha VIP. E se um "não VIP" quisesse comprar? Seria barrado? Não parece um contrassenso em uma festa tão comercial? "Na verdade, sim", explicaram, no começo da festa, as vendedoras da Schutz, de sapatos. Mais tarde, as notícias eram outras: "Abrimos para quem quisesse entrar, mas tivemos de tornar a pedir convites porque a fila do champanhe (de graça) ficou grande."

Indignada com a confusão de gente que não comprava nada, uma das vendedoras desabafou: "Esses ricos são um bando de pobres que parecem que nunca viram champanhe na vida.." Em um domingo normal, disse ela, costumam vender muito mais. "Não tem comparação!"

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