Perueiros aceitam reajuste e suspendem greve em SP

A Prefeitura reajustou em 4,38% os repasses feitos às empresas que operam lotações em São Paulo e, dessa forma, ficou cancelada a greve prevista para hoje. Ontem, a administração municipal já havia conseguido na Justiça uma liminar para impedir a paralisação dos motoristas e cobradores. A decisão previa multa de R$ 100 mil diários por funcionário que não trabalhar.

Cristiane Bomfim, O Estado de S.Paulo

15 Março 2011 | 00h00

O sindicato que representa a categoria, o SindLotação, decidiu suspender a greve, contando ainda com a promessa de que o índice de reajuste poderá ser revisto. Em reunião com a Prefeitura, solicitou 12% de reajuste no repasse das tarifas.

Os lotações são responsáveis por cerca de 330 linhas, que transportam diariamente mais de 3,2 milhões de passageiros. A paralisação estava marcada desde quinta-feira. Até a notícia da liminar, o sindicato dizia que a única possibilidade de não haver greve era a Prefeitura negociar o reajuste dos repasses.

Segundo o presidente do SindLotação, o vereador do PT Senival Moura, esse índice toma por base a inflação dos anos de 2007 e 2009, em que a categoria não recebeu correção, apesar do reajuste da tarifa, além da deste ano. "O aumento da passagem para o passageiro não reflete no salário dos cooperados", diz.

Segundo ele, os lotações ganham, em média, R$ 1,15 por passageiro. A Secretaria Municipal de Transportes informou, por meio de nota, que o reajuste anual para os permissionários ocorre sempre em março, como está previsto em contrato.

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