Alex Silva/AE
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Peruche apela a padroeiro da cidade

Em busca do retorno ao Grupo Especial, escola faz súplica a São Paulo: ‘Rogai por nós’

Cristiane Bomfim, do Jornal da Tarde,

08 Fevereiro 2010 | 17h13

Antes de assumir a presidência da Unidos do Peruche, em 2009, Rodolpho Pricoli Filho achava que a inconstância da escola de samba na avenida era resultado de má gestão. No primeiro ano de mandato, a agremiação teve pontuação baixa e caiu para o Grupo de Acesso. Para reerguer a escola e voltar ao Grupo Especial, a diretoria foi mudada. "Agora vejo diferente. Não é fácil administrar uma agremiação. E a troca de diretoria a cada três anos atrapalha porque quando você acha que arrumou a casa, entra outro e muda tudo." Fazem parte da direção da agremiação a mulher e os filhos dele.

 

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Nos últimos dez anos, a escola da zona norte da capital caiu quatro vezes para o Grupo de Acesso. E desde 1996 não fica entre as cinco melhores do Carnaval de São Paulo. "É muito sofrimento para quem está aqui dentro. Esse pinga-pinga deixa qualquer um louco. Tem que ter muita fé e muito amor." Para voltar ao lugar "de onde a Peruche nunca deveria ter saído", diz Pricoli, o desfile deste ano vai levar a fé para a avenida.

 

O enredo São Paulo, rogai por nós veio a calhar. É quase uma súplica: olhai pela Peruche. "É um tema que não consegue captar patrocinadores, mas tem muito a ver com o momento da escola e com a fé do povo perucheano em ser campeão. Precisamos de boas energias e é isso que ele traz."

 

Ele explica que no sambódromo o público irá conhecer o Estado de São Paulo religioso. Desde o começo, com a chegada dos jesuítas e a catequização dos índios, até as festas religiosas de hoje e a mistura de crenças e credo. "Em São Paulo, todas as religiões vivem em harmonia."

 

Com o custo de R$ 800 mil, o desfile, garante o presidente, é de grupo especial. "Ele será grandioso, com fantasias ricas e coloridas. "Nesse tempo todo que eu estou na escola, e já são 17 anos, não tinha visto nada parecido."

 

Tudo isso porque a briga para subir ao Grupo Especial promete ser grande. "Estamos disputando com escolas tradicionais como a Nenê (de Vila Matilde), a Camisa Verde e Branco. E tem a Dragões da Real querendo dar uma beliscada", afirma.

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