'Personalidade do mundo acadêmico merece destaque'

Dirigente de uma pasta do governo Kassab afirma que moradores precisam ser convencidos para a mudança de nome de rua

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2012 | 02h02

Por que o senhor foi falar com os moradores a respeito da ideia da mudança de nome?

Até porque eu estudei no colégio (Liceu Pasteur) 13 anos da minha vida, conheço a região e tenho conhecidos no prédio. Então, é uma solicitação normal, para dar base para um projeto que venha da Câmara. E isso pode acontecer em qualquer momento. Não precisa ser agora. O Legislativo vai trabalhar nessa proposta para, em algum momento, encaminhar isso para o plenário.

E o senhor já levou a proposta aos moradores?

É. Esse é um processo lento. Não se muda nome de rua de uma hora para a outra. Tem de ter um convencimento. Tem moradores que são novos, que nem sabem da história.

O senhor pretende levar o documento ao outro prédio da rua?

A rua é muito pequena, tem dois prédios e uma vila. Fiz esse contato nesse edifício porque dois conhecidos meus moram lá. Só isso. Eu deixei lá até para eles 'maturarem' a ideia e ficou lá. Não voltei. Até porque, com esse fechamento de gestão, não tive tempo de fazer essa retomada. Não tem pressa, o processo não tem pressa.

Essa alteração é importante?

Não sei se aquela ou outra rua, mas merece um destaque uma personalidade do mundo acadêmico e do mundo médico.

Não há uma confusão entre interesses públicos e privados nesse processo?

Não, não, não. Acho que não. A iniciativa de mudança de nome é pública, mas não do Executivo, é do Legislativo. É ele que organiza isso para ter o colhimento de assinaturas na rua.

A alteração do nome de uma rua não pode provocar transtornos para os moradores?

Por isso que você faz essa consulta preliminar. Não é esse documento para a Câmara. É para ver se há aceitação, para explicar o que é uma mudança de nome de rua, explicar se tem ônus ou não.

A homenagem não poderia ser feita em alguma rua que ainda não tem nome, como algumas da periferia?

Sim, pode ser. Também pode, não está fechada essa questão da rua. /C.V.

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