Rafael Arbex /ESTADÃO
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Perseguição acaba com empresário morto por tiro de fuzil no Morumbi

Após invadir casa, bandidos trocaram tiros com policiais da Rota e, na fuga, tentaram roubar três carros, entre eles, o Jaguar onde estava a vítima; outro motorista ficou ferido e um suspeito morreu

Mônica Reolom e Sérgio Quintella, O Estado de S. Paulo

27 Fevereiro 2015 | 17h43

Atualizado às 21h02

SÃO PAULO - Uma perseguição policial no Morumbi, na zona sul de São Paulo, acabou nesta sexta-feira, 27, com um empresário e um suspeito de roubo mortos, além de uma pessoa ferida com tiros na perna e nas costas. No trajeto de cerca de três quilômetros, uma viatura das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) perseguiu um carro roubado, por voltas das 13 horas, houve tiroteio e os criminosos disparam com fuzis, além de tentarem roubar mais três veículo. A morte dos dois homens ocorreu a três quilômetros do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado.

O major da Rota Cássio Araújo de Freitas afirmou que, no início da tarde, a polícia recebeu a informação de que uma residência estava sendo roubada na região do Morumbi. Uma viatura que fazia patrulhamento na área foi avisada e, quando chegou ao local, os suspeitos já estavam saindo da casa em um Hyundai i30.

Os policiais tentaram abordar os quatro ocupantes do carro, que imediatamente fugiram, o que deu início à perseguição. Segundo informações repassadas pelo coronel Nivaldo Restivo, da Rota, os suspeitos atiraram contra a viatura, acertando o para-brisa. Os estilhaços da bala atingiram o rosto de um tenente, que ficou levemente ferido.

Os dois carros percorreram as Ruas Agostinho Cantu e Oscar Americano. “Os marginais perceberam que a rua (Fonseca Teixeira) não tem saída e abandonaram o veículo. Na rua de trás (São Valério) eles buscaram completar a fuga ‘fazendo mão’ (roubando) de veículos de pessoas que estavam passando, desapercebidas. Tentaram o assalto, mas infelizmente as pessoas não entenderam, porque foi tudo muito rápido, e eles agressivamente efetuaram disparos e levaram mataram uma pessoa e a outra foi ferida”, disse o major Cássio Araújo de Freitas.

Fuga. Os quatro criminosos tentaram roubar um Jaguar e acabaram disparando com um fuzil no motorista, o empresário Filipo Altobelli. O carro, provavelmente por ter câmbio automático, continuou andando e acertou a guia. Quando os PMs chegaram, Altobelli estava desacordado e saía fumaça do motor. Sem conseguir usar o carro na fuga, os homens seguiram em direção a um Chevrolet Corsa que estava próximo, e também atiraram no motorista. Entre um automóvel e outro, um dos suspeitos, Edson Laghetto, levou um tiro de um policial e morreu. Altobelli e o motorista do Corsa foram levados ao Hospital São Luiz - o primeiro morreu e o segundo, que foi atingido na perna e nas costas, foi medicado e passava bem.

Os três bandidos partiram para um terceiro carro, um Fiat Ducato, que conseguiram roubar. Um tempo depois, a polícia encontrou o veículo abandonado nas proximidades com um fuzil e coletes à prova de balas dentro. Uma pistola também foi apreendida. A polícia investiga como eles fugiram. “Sabemos que os bandidos estavam tentando roubar uma casa porque temos testemunhas do ocorrido. Felizmente a família (que mora na casa) não se machucou”, afirmou Freitas. Altobelli, segundo a PM, trabalha no ramo de restaurantes.

O major também explicou que o tiro que matou o empresário partiu dos criminosos. “Por causa do ângulo do disparo, sabemos que quem atirou estava próximo do carro. Transfixou o estofamento e o corpo do homem. Quando a polícia chegou, ele já havia perdido os sentidos. Da mesma forma que o homem atingido no Corsa. A dinâmica impossibilita que (o disparo) tenha partido da polícia, que ainda não havia chegado ao local na hora do crime.”

De acordo com informações da Rota, os bandidos faziam parte de uma quadrilha de roubos a residências e confirmaram que o Hyundai i30 era roubado. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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