Pérola Negra levanta o público com coreografia indiana

Destaque para a comissão de frente com dança indiana em ritmo de samba e para a madrinha Juliana Alves

Teresa Ribeiro do estadao.com.br e Marcela Spinosa do JT,

22 Fevereiro 2009 | 02h15

O desfile da Pérola Negra, inspirado na Índia, e com o samba-enredo Guiado por Surya pelos Caminhos da Índia em Busca da Pérola Sagrada, puxado por Douglinhas, levantou o público no Anhembi, principalmente quando a bateria comandada pelo Mestre Pateta entrou no recuo.  O carro abre-alas representou o deus Surya e veio em destaque, na frente, o deus Ganesh com cabeça de elefante e vários braços, um forte símbolo da Índia.  Veja Também:Veja fotos da Pérola Negra na avenida  Você é o jurado: avalie o desempenho das escolas   Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da foliaEspecial: mapa das escolas e os sambas do Rio e de SP   Saiba como chegar ao sambódromo  A comissão de frente fez passos de dança indiana combinados com o ritmo do samba. Esse foi o grande diferencial da Pérola Negra. A ala que veio logo atrás da comissão de frente tinha34 dançarinas e 2 dançarinos do Espaço Rasa. Segundo a coreógrafa da ala, Andréia Trior, foram necessários três meses para preparar a coreografia. Chamava a atenção a pintura usada nos dedos das mãos e pés. Além das unhas pintadas de vermelho, a pele em torno dos dedos e dos pés também estavam pintados com uma tinta denominada Alta, que ajuda a enfatizar os movimentos, segundo Andréia.Juliana Alves fez sua estreia na avenida com a Pérola Negra. Foto: José Patrício A rainha da bateria era Camila Barbosa, mas a madrinha da bateria roubou a cena. A ex-BBB e atriz Juliana Alves, a Suellen da novela da Globo 'Caminho das Índias', desfilou pela primeira vez na avenida e saiu muito emocionada. Antes, ela já havia sido destaque da escola Barroca Zona Sul, agora no Grupo de Acesso. Depois do desfile Juliana disse que acreditava ter perdido uns três quilos e comentou sobre sua participação: "No final nosso enredo se resume ao sentido de que tudo o que buscamos e desejamos está no nosso coração". Segunda escola a desfilar na segunda noite de desfiles no Anhembi. Mesmo sem penas e plumas, a Pérola Negra trouxe belas fantasias, com as cores e os brilhos dourados dos bordados e tecidos indianos enfeitando a passarela. A escola que usa as cores vermelho, preto, azul, e branco o carnavalesco André Machado criou o desfile da escola da Vila Madalena, o bairro boêmio de São Paulo.  O mestre-sala e André Guedes e a porta-bandeira Gisa Camillo, com um vestido em formato de flor, fazem uma dança sincronizada com o samba, cantado na primeira pessoa, a pedido do carnavalesco André Machado.Dançarinas treinaram por três meses a coreografia para o desfile da Pérola Negra. Foto: Sérgio Neves/AEO quinto e último carro da escola tinha na parte dianteira uma réplica do Taj Mahal, uma das imagens da Índia mais conhecidas no mundo. Na parte de trás, era composto por um belo jardim em homenagem à divindade Ganesh, com as fantasias acompanhando a figura de Ganesh, com dez braços vermelhos. Nesse último carro vem a Pérola Negra da escola.  A agremiação da Vila Madalena, que surgiu da união dos sambistas do Acadêmicos da Vila Madalena e do bloco Boca das Bruxas, Fez sua estreia no carnaval em 1974. Em 2008 ficou em 10.º lugar. O nome Pérola Negra foi criado por representar uma joia rara, numa alusão à 'joia rara do samba'.Na cena final do desfile os 220 ritmistas da bateria se ajoelharam no chão durante uns 2 minutos. Segundo o Mestre Pateta, o objetivo da cena foi reverenciar o samba. "Costumo dizer que o samba é um altar e ajoelhamos para reverenciar o nosso desfile e o nosso altar que é o Anhembi", disse. Apesar de o desfile da Pérola Negra ter agradado muito ao público do sambódromo, houve problemas que podem prejudicar a escola, como uma queda da rainha de bateria, Camila Barbosa, logo no início do desfile. Ela se levantou rapidamente, como se nada tivesse acontecido, mas a escola pode perder pontos por isso, além do problema para alinhar o terceiro carro - Encontro com Budismo, que obrigou as Alas a ficarem cinco minutos paradas até a equipe de apoio conseguir alinhá-lo para a entrada na avenida.A escola entrou na avenida com 3,2 mil componentes, 24 alas e cinco carros alegóricos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.