Pérola Negra abre 2º dia de desfiles no Anhembi com enredo sobre felicidade

Para a escola, o desfile é uma comemoração pelas quatro décadas de fundação

Bárbara Ferreira Santos, O Estado de S. Paulo

01 Março 2014 | 23h49

A Pérola Negra abriu o segundo dia de desfiles no Anhembi neste, sábado, 01. A escola animou o público com samba-enredo sobre a felicidade. O segundo carro alegórico da Pérola teve problema e precisou de um empurrão dos integrantes da escola para funcionar.

Para a Pérola, o desfile também é uma comemoração pelas quatro décadas de fundação, completadas no ano passado - a agremiação da Vila Madalena, na zona oeste, nasceu em 7 de agosto de 1973. No samba-enredo "Caminhos segui, lugar encontrei... Pérola Negra, a suprema felicidade!", o carnavalesco André Machado busca exaltar o conceito do sentimento da felicidade através de uma viagem mágica por diversos povos, crenças e regiões, tendo como desfecho a celebração dos 40 anos da escola.

Mestre-sala. O casal de mestre-sala e porta-bandeira número um da Escola Pérola Negra teve um problema com a fantasia durante o desfile. O traje da porta-bandeira se desfez durante a apresentação na avenida. Segundo a porta-bandeira, Giza Camillo, houve um problema no encaixe das peças quando a fantasia foi montada no início dessa noite. "Eu tive que atrasar minha chegada à concentração porque fiquei arrumando a fantasia. A dança foi perfeita, mas infelizmente acho que vamos perder ponto por esse problema na fantasia. Vim pra avenida com a peça me cortando um pouco, mas não houve problema", disse.

As porta-bandeiras número 1 e 3 chegaram à dispersão passando mal por causa do calor e pelo peso da fantasia. A porta-bandeira 3 até desmaiou e teve que ser socorrida por integrantes da escola e seguranças. Ela foi encaminhada ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e passa bem.

Superação. Segundo o presidente da escola, Edilson Casal, o desfile de hoje foi "uma superação". Desde o começo da tarde ele estava na concentração colocando a mão na massa, ajustando os detalhes finais dos carros e das fantasias. A partir do recuo da bateria, a escola teve que acelerar o passo para chegar a tempo. A escola chegou com uma hora e quatro minutos, sendo que o limite era de uma hora e cinco. "A gente teve que acelerar o tempo, mas não correr. No fim, deu tudo certo. A gente sempre trabalha para ser campeã e, se Deus quiser, neste ano nós vamos conseguir. Não temos barração nem torcida organizada, mas hoje conseguimos um apoio muito grande dos torcedores da Gaviões da Fiel. A gente vai pro Barracões do Samba no ano que vem, se Deus quiser".

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