Perito não oficial diz que jet ski era pilotado

O perito contratado pela família da menina Grazielli Almeida Lames, de 3 anos, atropelada e morta por um jet ski em 18 de fevereiro na Praia de Guaratuba, em Bertioga, litoral sul de São Paulo, contestou as afirmações do perito oficial do inquérito, de que o equipamento andava sozinho quando atingiu a menina.

ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA O ESTADO, SANTOS, O Estado de S.Paulo

21 Março 2012 | 03h05

O perito Jean Pierre Frederico fez uma simulação do acidente ontem de manhã na Praia de Guaratuba. Foi usada uma boneca com as características de Grazielli. Um adolescente de 13 anos é suspeito de estar no comando do veículo no momento do acidente, mas ele disse que apenas deu a partida.

"Se o jet ski estivesse sem condutor, teria caído antes de atingir a menina", afirmou o perito, que é piloto profissional. Todo o trabalho foi acompanhado por um engenheiro mecânico, que analisou a dinâmica do equipamento. O percurso do jet ski durou 1 minuto e 58 segundos até atingir a boneca que, como Grazielli, estava na beira d'água.

O advogado da família, José Beraldo, frisou que a simulação não tem validade legal, mas que vai reivindicar que seja considerada no inquérito. A investigação que era conduzida pela Delegacia de Bertioga foi transferida para a Seccional de Santos, que prevê para os próximos dias sua conclusão.

O advogado da família disse ontem também que uma nova testemunha afirma ter visto o adolescente acusado do crime fazendo manobras radicais no mar com o jet ski, uma delas conhecida como cavalo de pau.

A testemunha, segundo Beraldo, tem um hotel na Praia de Guaratuba. No entanto, Beraldo disse que não vai apresentar agora essa testemunha, para não atrasar a conclusão do inquérito. / COLABOROU REGINALDO PUPO, ESPECIAL PARA O ESTADO

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