Perita do caso Isabella confirma ter encontrado sangue no carro

Em depoimento à Justiça, Rosângela Monteiro repetiu informações do laudo feito pelo Instituto de Criminalística

Carolina Freitas, Agência Estado

17 de junho de 2008 | 16h50

A perita Rosângela Monteiro, que chefiou a perícia no edifício de onde foi jogada a menina Isabella, confirmou nesta terça-feira, 17, ter encontrado sangue dentro do carro e no apartamento da família Nardoni e repetiu à Justiça as informações do laudo. Na primeira hora de seu depoimento, como testemunha da acusação no caso Isabella, também disse que havia manchas em uma fralda, encontrada de molho em um balde no apartamento. Rosângela não chegou a dizer de quem era o sangue encontrado. Nem o juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri, que conduz o processo, nem o promotor Francisco Cembranelli nem os advogados perguntaram sobre isso. A perita afirmou que a pegada encontrada em uma cama do quarto de onde Isabella foi jogada era compatível com um chinelo de Alexandre Nardoni, pai da menina e acusado pelo homicídio com sua mulher Anna Carolina Jatobá. Disse ainda que a camiseta usada por Alexandre naquele dia tinha "marcas perfeitamente visíveis da tela de proteção da janela", que foi cortada para permitir a passagem do corpo da criança. Rosângela explicou que os peritos foram chamados ao local para apurar uma tentativa de roubo seguido de homicídio e que somente após as primeiras investigações constataram que Isabella havia entrado no apartamento já no colo de alguém. Local do crime O advogado de defesa do casal Nardoni, Marco Polo Levorin, questionou a perícia sobre a preservação do local do crime e os motivos para tantas visitas ao apartamento. Rosângela respondeu: "Aquele foi um dos locais de crime mais bem preservados que vi em meus 21 anos de experiência no Instituto de Criminalística." De acordo com a perita, o local só foi liberado após a coleta de todas as informações importantes. Levorin perguntou a Rosângela se corredores, portões, muros e outros apartamentos foram devidamente periciados. Ela respondeu que o trabalho da perícia foi completo. O depoimento de Rosângela, iniciado às 14 horas, terminou por volta das 16 horas.

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