Defesa Civil/Divulgação
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Perícia tenta identificar vítimas de acidente com pacientes de hemodiálise

Acidente aconteceu na tarde de sábado, 31, e foi causado pela falta de visibilidade devido à fumaça de uma queimada às margens da rodovia Homero Severo Lins, em Martinópolis, interior de SP

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2019 | 14h27

SOROCABA - A Polícia Civil tentava identificar, na neste domingo, 1, as vítimas da colisão frontal entre um caminhão e uma van que transportava pacientes que faziam hemodiálise. O acidente aconteceu na tarde de sábado, 31, na rodovia Homero Severo Lins (SP-284), em Martinópolis, interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, o acidente causou a morte de quatro pessoas e deixou duas feridas em estado grave. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros havia informado que eram seis vítimas fatais, como foi divulgado pelo Estado, mas o número foi corrigido quando a ocorrência foi apresentada à Polícia Civil, na madrugada deste domingo, 1.

 Os corpos, que ficaram carbonizados no acidente, continuavam no Instituto Médico Legal (IML) de Presidente Prudente. Os peritos recorreram a exames de arcadas dentárias e DNA para confirmar a identidade das vítimas e autorizar o sepultamento. Os mortos, com idades entre 37 e 68 anos, são do sexo masculino. Uma jovem de 17 anos e outra de 25 estão internadas em estado grave no Hospital Maternidade de Rancharia. O motorista da van foi internado, também em estado grave, no Hospital Regional de Presidente Prudente. O motorista do caminhão escapou sem ferimentos graves.

Segundo o Corpo de Bombeiros, uma equipe da corporação e integrantes da Defesa Civil combatiam uma queimada à margem da rodovia, quando aconteceu o acidente. A Polícia Rodoviária apurou que a fumaça cobriu a pista, dificultando a visibilidade. O condutor da van teria desviado o veículo da coluna de fumaça e invadiu a pista contrária, causando o choque com o caminhão, que transportava lâminas de vidro. Com o impacto, a van foi lançada sobre o incêndio, sendo consumida pelas chamas. O veículo pertencia ao setor de saúde da prefeitura de Rancharia, onde residiam as quatro vítimas fatais.

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