Perícia em brinquedo do Hopi Hari foi equivocada, diz advogado da família de vítima

Pais de Gabriella Nichimura depuseram nesta 4ª; para funcionários, cadeira deveria ter sido interditada

Tatiana Fávaro, de O Estado de S.Paulo, atualizado às 17h52

29 de fevereiro de 2012 | 17h12

CAMPINAS - O advogado da família da adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos, que morreu na última sexta-feira após cair de um brinquedo no parque Hopi Hari, disse nesta quarta-feira, 29, que houve um equívoco na perícia do local. Segundo Ademar Gomes, a cadeira periciada não era a usada pela menina quando ocorreu o acidente.

Na tarde desta quarta-feira, 29, o delegado de Vinhedo, no interior de São Paulo, Álvaro Santucci Noventa Júnior, ouviu os pais da adolescente e mais dois funcionários do Hopi Hari.

O casal chegou à delegacia por volta das 14h e, abatido, evitou falar com a imprensa. O advogado da família afirmou que pedirá em juízo que o parque fique fechado por ao menos um dia em respeito aos parentes de Gabriella.

A defesa da família disse ainda que a garota sentou-se em uma cadeira supostamente interditada. A versão de que a cadeira do brinquedo La Tour Eiffel onde estava Gabriella não poderia ter sido usada foi confirmada pela defesa dos dois operários do parque, Bichir Ale Bichir Junior.

"Eles estavam na hora do acidente e informaram a um superior que o brinquedo não poderia operar. Aquela cadeira, no mínimo, tinha de ser interditada", afirmou o advogados dos operadores.

Segundo Bichir Junior, o problema detectado pelos funcionários estava na trava e em um cinto que funcionaria como segurança complementar. "Eles (os funcionários) não têm autonomia para parar um brinquedo. Quem tem não parou. Talvez por visar muito ao lucro", disse.

A versão da família da vítima e dos funcionários contraria a hipótese de falha humana, principal linha de investigação até o momento.

O Hopi Hari informou, por meio de sua assessoria, que reitera o posicionamento de colaborar com os órgãos envolvidos na investigação sobre as causas do acidente. O parque não se pronunciará sobre informações que envolvam o brinquedo.

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