Perda de gelo no Ártico chega a 3,4 mi de km²

Em um outro sinal preocupante do aquecimento global, 2012 registrou uma perda recorde do gelo do Ártico. A perda foi 18% superior ao recorde anterior, de 2007, chegando a 3,4 milhões de quilômetros quadrados. "Esse é um sinal também de muita preocupação", alertou Michel Jarraud, secretário executivo da Organização Meteorológica Mundial.

GENEBRA, O Estado de S.Paulo

02 Maio 2013 | 06h01

Em agosto, o Ártico perdeu 92 mil quilômetros quadrados por dia, outro recorde absoluto. O volume de gelo ficou 49% abaixo da média dos últimos 30 anos, enquanto a Groenlândia registrou o maior degelo em 34 anos.

Um dos aspectos destacados pelo informe é o fato de que, apesar dos esforços internacionais e promessas de governos e empresas, a concentração de gases de efeito estufa continua em expansão e voltou a atingir um novo recorde em 2011. A concentração de CO2, por exemplo, está 40% acima dos níveis pré-industriais, do ano de 1750. Mas o que mais preocupa é que a expansão desse gás é mais intensa agora que nos anos 1990.

Metano. No caso do gás metano, sua intensidade na atmosfera é 159% superior ao que era registrado pelos cientistas há 300 anos. Se a expansão das emissões chegou a cair no início do século 21, agora os especialistas apontam que voltou a crescer. No geral, a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera é 30% ao que era em 1990; entre 2010 e 2011, o aumento foi de 1,2%.

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