'Penso no povo e não durmo mais'

Cidades pequenas têm mutirões solidários

Angela Lacerda, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

"Eu choro todo dia." A frase, dita por um homem de 54 anos, morador de Santana do Mundaú, a 105 quilômetros de Maceió, uma das cidades em estado de calamidade pública, devastada pelas águas, expressa a tristeza e a desolação de quem convive, dia e noite, em meio à lama e mau cheiro, sem energia elétrica e sem comunicação, com o sofrimento da população que perdeu casas, pertences, documentos e objetos que ajudavam a formar a identidade.

 

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Claudio Pereira não perdeu tudo que tinha, mas não se permite dormir mais de três horas por noite. Ali, em meio ao caos e a tratores que removem destroços, um mutirão se empenha em abrir as porta para os que perderam famílias inteiras."Fico pensando no que o povo tá passando, tenho de ajudar", diz.

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